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O Agente Secreto é o vencedor do coração dos brasileiros

Mesmo sem trazer as quatro estatuetas, filme de Kleber Mendonça Filho tem visibilidade de campeão em Hollywood

  • Foto do(a) author(a) Doris Miranda
  • Doris Miranda

Publicado em 16 de março de 2026 às 05:00

Lázaro Ramos foi acompanhar Wagner no Oscar e fez registro dos bastidores
Lázaro Ramos foi acompanhar Wagner no Oscar e fez registro dos bastidores Crédito: reprodução instagram

Parece que foi ontem que a gente estava torcendo em peso pelo cinema nacional. Parece que a vitória de Ainda Estou Aqui, que levou a categoria de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar do ano passado, deu uma renovada no fôlego no país. Virou um patuá de boa sorte para o cinema nacional se tornar cada vez mais forte na premiação de 2026.

A caminhada de O Agente Secreto já se tornou histórica pelas quatro indicações. Levou Wagner Moura a alcançar um novo patamar no cinema feito lá fora – ele estava sentado na primera fila, minha gente, no mesmo nível de Leonardo DiCaprio, Steven Spielberg, Emma Stone e Michael B. Jordan. O Agente botou o holofote grandão na trajetória massa de Kleber Mendonça Filho.

Lázaro fez fotos com o elenco de O Agente Secreto e com o diretor de fotografia Adolpho Veloso
Lázaro fez fotos com o elenco de O Agente Secreto e com o diretor de fotografia Adolpho Veloso Crédito: reprodução instagram

Não trazer as estatuetas pelas quais O Agente Secreto foi indicado deixa a gente triste, claro. Afinal, torcemos tanto. Mas, é importante dizer que o sucesso do filme não pode ser medido só porque não foi premiado no Oscar. A vitória está na bilheteria nacional – até agora foram R$ 50 milhões em arrecadação no Brasil, com mais de 2,3 milhões de espectadores. Isso sem falar nos prêmios, nas resenhas positivas da crítica internacional, no reconhecimento que o filme de Kleber trouxe para a cinematografia nacional.

Perder para Michael B. Jordan, que faturou merecidamente o Oscar de Melhor Ator pelo papel duplo no filmaço Pecadores, não diminui em nada o quilate de Wagner Moura. Os brasileiros sabem do seu valor. E, vamos combinar, de estar entre os indicados a melhor ator, ao lado de veteranos como Leonardo DiCaprio e Ethan Hawke significa coisa demais. Sobretudo porque foi reconhecido por um filme falado em português. Graças a isso, ele já está no topo do Olimpo, podendo ser escalado por qualquer diretor figurão para trabalhar ao lado de qualquer elenco estrelado.

Adolpho Veloso, de Sonhos de Trem, outro brasileiro no paéro, perder a estátua de Melhor Fotografia para Autumn Durald Arkapaw, de Pecadores, não o coloca em lugar menor. Muito pelo contrário. Ele não confirma ainda, mas vaga por Hollywood inteira o boato de que o próprio Steven Spielberg ligou para convocá-lo para seu próximo filme.

Em Salvador, a torcida – em peso, Bahia e Vitória – foi às ruas gritar por Wagner. Nos bares, lotados, o clima era de jogo importante de Copa do Mundo. Onde tinha gente querendo ver o Oscar parecia festa de largo e o povo bebia sem pensar que o amanhã, no caso hoje, é uma segunda-feira. Dá-lhe, Brasil, que nosso cinema é grande, sim, senhor.

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Cinema