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Estadão
Publicado em 13 de agosto de 2024 às 16:04
Depois de uma sequência de seis jogos sem vencer, o Bahia respira aliviado. A classificação às quartas de final da Copa do Brasil, contra o Botafogo, e o triunfo por 2x0 no clássico contra o Vitória, colocaram fim ao período de jejum do tricolor e deixaram o clima mais leve no CT Evaristo de Macedo. >
A virada de chave, no entanto, passou por uma mudança de comportamento do elenco e entendimento do que era preciso fazer para voltar aos trilhos. Foi o que explicou o volante Caio Alexandre, durante entrevista na tarde desta terça-feira (13). Segundo ele, o time manteve a identidade de jogo, mas agregou outros atributos em campo. >
"Todos nós sabemos que a nossa equipe tem jogadores de qualidade e que oscilações vão acontecer, o próprio Botafogo que lidera o campeonato, Palmeiras, Flamengo têm essas oscilações também. A gente passou por esse momento conturbado, mas a gente sabia da nossa capacidade, não poderíamos abandonar a nossa identidade de jogo, que foi o que nos trouxe até aqui. Sabíamos que precisávamos ser mais incisivos, chutar mais de fora, agredir mais o adversário quando a gente tinha a posse. São ajustes finos que a gente fez internamente para voltar a ter os resultados positivos nas partidas", iniciou o volante. >
Na análise de Caio, no último Ba-Vi do ano, o Bahia entrou mais disposto a vencer as disputas no meio-campo. Apesar de ter sofrido em determinado momento da partida, o Esquadrão soube aproveitar bem as oportunidades para matar o confronto. >
"Todos nós sabemos como é jogar o clássico, sabíamos que teríamos que competir muito, sabíamos da nossa qualidade tecnicamente, mas tínhamos que agregar isso ao nosso jogo, ganhar duelos, o que para mim foi primordial para a gente sair com o triunfo, ganhar duelos no setor de meio-campo, que é o nosso setor mais técnico. Conseguimos agregar esse jogo físico para o clássico", completou. >
PROVOCAÇÕES>
Durante a conversa, Caio Alexandre também foi questionado sobre as provocações que os jogadores do Bahia fizeram após o Ba-Vi. De Pena e Marcos Felipe, por exemplo, fizeram piadas com o rival. Segundo ele, o Esquadrão entrou em campo focado em deixar tudo para vencer. >
"Independente do que falaram do outro lado, a motivação de jogar um clássico como o Ba-Vi é diferente. Talvez nos outros jogos que eles venceram conseguiram o triunfo sobre nós foi por um pouco mais de competitividade em momentos do jogo e sabíamos que precisávamos ser competitivos e agressivos contra eles. A gente aprende com os nossos erros, a motivação de jogar um clássico fala por si só, a gente soube vencer os nossos duelos, às vezes uma chegada a mais traz um clima quente, mas que bom saímos com o triunfo e todos ficaram felizes", . >
O próximo adversário do Bahia no Brasileirão será o Grêmio, em duelo que será disputado neste sábado (17), às 18h30, no estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul. >
"A gente sabe o confronto difícil que teremos como o Grêmio, eles jogam pela Libertadores, estão bem nesse returno do Brasileiro. É entrar com o máximo de concentração possível e agregar esse nível de competitividade que pode nos levar a coisas importantes", analisou Caio. >