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Cinco anos após acidente de Grosjean, F1 reforça segurança contra o fogo

De Lauda a Verstappen, saiba como tragédias e aprendizados moldaram a proteção dos pilotos e a evolução das vestimentas resistentes a chamas

  • Foto do(a) author(a) Alan Pinheiro
  • Alan Pinheiro

Publicado em 29 de novembro de 2025 às 10:00

Carro de Romain Grosjean explodiu após batida no GP do Bahrein
Carro de Romain Grosjean explodiu após batida no GP do Bahrein Crédito: Reprodução/X

Em 29 de novembro de 2020, o mundo parou ao ver o carro de Romain Grosjean se partir ao meio e explodir em chamas no GP do Bahrein. Preso por cerca de 29 segundos em meio ao fogo, o piloto francês sobreviveu a um dos acidentes mais impressionantes da Fórmula 1 moderna graças a uma combinação de fatores: o capacete, a célula de sobrevivência do carro e, sobretudo, o macacão confeccionado com fibras resistentes a chamas, que atuaram como barreira essencial contra as altas temperaturas.

A proteção no macacão que salvou Grosjean não é exclusiva do automobilismo. A mesma tecnologia também é usada em profissões de alto risco, como bombeiros, militares, trabalhadores da indústria petroquímica e eletricistas expostos a arco elétrico. “Estamos falando de um nível de proteção comparável ao de quem enfrenta incêndios diariamente. A Fórmula 1 trouxe visibilidade para algo que, silenciosamente, já protege milhares de profissionais em todo o mundo”, explica Paulo Pustiglione, líder de Kevlar® e Nomex® no Brasil.

Circuito de Jeddah-Corniche receberá a próxima etapa da Fórmula 1 por Cristiano Barni/Shutterstock.com

Nos bastidores das pistas, a segurança vai muito além do macacão de corrida. Pilotos e equipes utilizam várias camadas de proteção para reduzir os riscos em caso de incêndio. Entre elas estão as ceroulas confeccionadas com fibra de Nomex®, que revestem o corpo inteiro, da cabeça aos tornozelos e pulsos, e funcionam como uma barreira adicional contra o calor e as chamas, reforçando a proteção oferecida pelo uniforme principal.

Histórico de acidentes

Acidentes na história da Fórmula 1 ajudaram a definir os padrões de segurança que hoje salvam vidas. Em Nürburgring, em 1976, Niki Lauda ficou preso em seu carro em chamas por quase um minuto. Sofreu queimaduras graves e inalou gases tóxicos, mas sobreviveu com sequelas permanentes. O episódio expôs diversas fragilidades da época e acelerou mudanças importantes, como a adoção da balaclava antichamas sob o capacete.

Outro marco aconteceu no GP da Alemanha de 1994, quando o holandês Jos Verstappen viu seu carro e equipe serem engolidos por uma bola de fogo durante um pit stop. O vazamento de combustível inflamado não causou vítimas graves justamente porque pilotos e mecânicos já estavam equipados com roupas especiais resistentes a altas temperaturas.

Esses e outros episódios prepararam o terreno para que Grosjean tivesse chances reais de escapar. Embora tenha sofrido queimaduras leves nas mãos, o piloto saiu andando do carro em chamas. “Quando falamos de proteção, não é apenas sobre suportar o fogo por alguns segundos. É sobre dar ao piloto, e a qualquer profissional exposto ao risco, tempo para reagir, escapar e sobreviver. Cada detalhe dessas vestimentas é pensado para ampliar essa margem de segurança, que muitas vezes é a diferença entre um acidente grave e uma história de superação”, afirma Eduardo Moreira, especialista técnico Nomex® para América Latina.