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Ex-jogador com passagem por gigante brasileiro é preso por suspeita de tráfico

Investigaação Operação Nexus II aponta ligação de ex-Santos com organização internacional acusada de tráfico e lavagem de dinheiro

  • Foto do(a) author(a) Pedro Carreiro
  • Pedro Carreiro

Publicado em 24 de fevereiro de 2026 às 19:29

Julio César Manzur pelo Santos
Julio César Manzur pelo Santos Crédito: Reprodução

A nova fase da investigação denominada Operação Nexus II trouxe à tona um suposto esquema criminoso que envolve ex-jogadores de futebol, um ex-dirigente esportivo e outras cinco pessoas investigadas por tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro no Paraguai.

As autoridades apontam que o grupo teria ligação com o uruguaio Sebastián Marset, considerado um dos principais nomes do narcotráfico na região e atualmente foragido. Entre os principais alvos está Víctor Hugo Centurión, ex-goleiro do Club Olimpia. Ele foi preso sob suspeita de desempenhar papel estratégico na logística do grupo criminoso.

De acordo com o Ministério Público, Centurión seria responsável por coordenar transportes, providenciar aeronaves, combustível de aviação e peças para manutenção de veículos utilizados nas operações. A denúncia também afirma que o ex-atleta teria usado sua trajetória no futebol para estabelecer contatos e negociar grandes carregamentos de entorpecentes, além de atuar em esquemas de movimentação internacional de recursos ilícitos.

1º - Cristiano Ronaldo (US$ 1,4 bilhão) por Al-Nassr/Divulgação

Outro preso na operação é Luis Miguel Molinas Brítez, conhecido como “Moli”, ex-jogador de futsal do Cerro Porteño. Ele foi detido em Assunção e, segundo os investigadores, funcionava como intermediário entre membros da organização dentro e fora do sistema prisional.

Também citado nas investigações está Dionisio Manuel Cáceres, ex-diretor esportivo do Rubio Ñu, que permanece foragido. Segundo a denúncia, Cáceres teria organizado encontros estratégicos para viabilizar negociações envolvendo grandes quantidades de drogas.

Em algumas dessas reuniões, Centurión teria sido apresentado como figura de prestígio — descrito como respeitado por ter sido finalista da Copa Libertadores com o Olimpia — com o objetivo de conferir credibilidade às tratativas. As investigações apontam ainda que integrantes do grupo teriam viajado até a cidade de Capitán Bado para reuniões com membros de outra facção criminosa.

Outro nome que surge na Operação Nexus II é o de Julio César Manzur, ex-jogador da seleção paraguaia e medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. Ele também atuou pelo Santos em 2006. Manzur foi companheiro de Centurión no Olimpia que alcançou a final da Copa Libertadores de 2013. Sua prisão amplia a repercussão do caso no cenário esportivo sul-americano.

A investigação menciona ainda Diego Benítez, ex-dirigente ligado ao Olimpia, apontado como envolvido em esquemas de tráfico internacional. Ele é acusado de conexão com apreensões de toneladas de cocaína em portos europeus e também está foragido.

A Operação Nexus II busca desarticular uma estrutura de tráfico supostamente comandada por Marset, que chegou a atuar no futebol paraguaio em 2021 defendendo o Deportivo Capiatá. Procurado por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em diversos países, o uruguaio permanece foragido.

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Futebol Tráfico Santos Tráfico de Drogas Narcotraficante