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Alan Pinheiro
Publicado em 13 de março de 2026 às 14:17
O Bahia já virou a chave após o clássico contra o Vitória e foca agora em um dos desafios mais indigestos do Campeonato Brasileiro: enfrentar o Internacional no Beira-Rio. Em entrevista coletiva concedida antes da viagem para Porto Alegre, o meia Michel Araújo destacou que a estratégia para o duelo de domingo (15) não deve fugir do que o Tricolor apresentou em suas últimas excursões como visitante. >
"A gente tem mais ou menos uma ideia como eles jogam no Beira-Rio. E não muda muito a nossa característica, continuar no mesmo padrão, o que deu certo nesses dois jogos fora de casa: jogar e querendo sair para jogar, como a gente sai jogando aqui na nossa casa. E se tudo der certo como até agora, a gente vai conseguir esses três pontos", disse.>
Michel Araújo com a camisa do Bahia
Com a ausência confirmada de Everton Ribeiro, Michel Araújo surge como uma das principais opções para o técnico Rogério Ceni. Embora reconheça o peso da baixa do capitão, o meia demonstrou confiança na força do elenco para suprir a lacuna técnica. "Lógico, a ausência do Everton talvez a gente não consiga substituir [à altura], mas a gente, com as nossas características e com as nossas forças, consiga aproveitar essa vaga que está ali no meio do campo", pontuou.>
Para o jogador, o confronto também representa uma oportunidade de retomada pessoal. Michel não escondeu que o histórico recente de lesões tem sido o seu maior adversário para repetir as boas atuações que já teve com a camisa do Bahia.>
"Eu estou tentando, junto com o departamento médico, fisiologista, fisioterapeuta e comissão técnica, mudar um pouquinho para sofrer o menos possível com lesões. Infelizmente tenho um histórico grande de lesões que não está deixando eu desenvolver o meu melhor. É pegar uma boa sequência, tentar me machucar o menos possível para poder ajudar o Bahia, que é o que mais importa", desabafou.>
Ao avaliar o empate no último clássico, Michel Araújo adotou uma postura crítica, tratando o resultado como "dois pontos perdidos" pelo volume de jogo apresentado no primeiro tempo. Segundo ele, para um time que pretende ser protagonista e brigar na parte de cima da tabela, a eficiência precisa ser constante.>
"A gente deixou escapar esses dois pontos porque a gente mereceu vencer. Tivemos muitas chances no primeiro tempo, tivemos um pênalti e eles tiveram só uma ou duas chances que me lembro. No segundo tempo eles só se defenderam. Mas o Brasileiro é um campeonato muito traiçoeiro. A gente tem que tentar pontuar o máximo possível; quando não são três pontos, a gente não pode perder", respondeu.>
"Um time que quer brigar lá em cima por coisa grande tem que vencer fora de casa. Principalmente vencer, não é só pontuar. Mas a gente tem que complementar isso com triunfos dentro de casa também. O que mais importa é a gente ser forte e fazer os outros times sofrerem aqui dentro", concluiu.>