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Alan Pinheiro
Publicado em 13 de março de 2026 às 05:00
O título do Campeonato Baiano foi uma boa notícia em meio a um momento de ânimo abatido do Bahia na temporada, principalmente com a eliminação do time na segunda fase preliminar da Copa Libertadores. No entanto, mesmo com o privilégio de mais uma conquista, os tricolores acumulam preocupação pelo número de lesões, principalmente com a nova ausência do capitão Everton Ribeiro.>
Referência técnica do Esquadrão desde 2024, quando chegou ao clube, o camisa 10 sempre foi o jogador com mais impacto dentro da engrenagem treinada por Rogério Ceni pela influência na forma da equipe jogar. Durante o clássico contra o Vitória, que decidiu o 52º título estadual para o Tricolor, o jogador sentiu e foi substituído por David Martins.>
Veja imagens de Bahia x Vitória, pela Série A
Posteriormente, o meia foi submetido a exames e teve confirmada a lesão na coxa direita. A previsão é de que o comandante tricolor só volte a contar com o jogador apenas no início de abril. “É um jogador diferente, nos ajuda muito na criação. É uma referência dentro de campo, mas temos que nos virar sem ele”, lamentou o treinador.>
Além do meia, a expectativa é de que Kanu e Ruan Pablo, ambos lesionados, também não voltem a campo. O lateral direito Gilberto é outro desfalque confirmado. O defensor passou por uma cirurgia de apendicite no final de fevereiro e ainda não reúne condições de jogo. Para a posição, inclusive, Ceni considera continuar usando Acevedo improvisado.>
Em contrapartida, a tendência é de que o jogo marque o retorno de Caio Alexandre e David Duarte aos relacionados. O zagueiro já voltou a treinar após se recuperar de lesão, mas ficou fora da relação contra o Vitória por causa de problema físico. Já o volante segue em transição física e técnica. Outro que pode ganhar mais minutos é o uruguaio Michel Araújo, que esteve em campo por 16 minutos no Ba-Vi da Série A.>
Com os retornos esperados, Rogério Ceni acredita que a equipe melhore no Rio Grande do Sul. “Se [voltarem], logicamente, são três opções que já ajudam bem mais, dão uma oportunidade melhor de fazer trocas ou de fazer escolhas diferentes, mas o grupo é esse. Lógico, tem ausências que fazem bastante falta”, explicou o comandante tricolor, que acrescentou que vai assistir à partida do Inter contra o Galo para montar a estratégia para a partida.>
Sem os seus principais jogadores, o Bahia precisa tentar repor as ausências com as opções disponíveis. No lugar do camisa 10, Rogério escolheu Rodrigo Nestor para ocupar a função. Outra opção é repetir o esquema do jogo de ida contra o O’Higgins, quando Nicolás Acevedo, Jean Lucas e Erick formaram a trinca no meio de campo.>
“Não dá para simular o Everton e o Caio, mas temos tentado. Nestor tem boa qualidade técnica. Erick pode ser o primeiro volante, Juba ajuda, Willian flutua. A gente tem variações de acordo com os adversários. Acho que fizemos um bom jogo de construção no primeiro tempo. Erick e Nico sofrem um pouco mais para receber essa bola de costas, facilidade que o Caio tem. São características distintas. Erick faz mais infiltrações, Nico oferece mais marcação”, explicou o treinador.>
Ainda sem seu capitão, o Tricolor volta a campo neste domingo (15), quando viaja ao Rio Grande do Sul para enfrentar o Internacional, em partida válida pela 6ª rodada do Campeonato Brasileiro. A bola rola às 16h.>