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Pedro Carreiro
Estadão
Publicado em 12 de março de 2026 às 19:10
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou nesta quinta-feira a decisão do Irã de desistir de participar da Copa do Mundo. O país é um dos três anfitriões do torneio, ao lado de México e Canadá, e, apesar de afirmar que a seleção iraniana seria bem-vinda, Trump aconselhou que a equipe não dispute a competição organizada pela Fifa. >
A desistência ocorre em meio ao contexto de guerra no Oriente Médio. O Irã está em conflito com Estados Unidos e Israel após uma série de ataques coordenados iniciados no começo do mês. A ofensiva resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo iraniano que governava o país há mais de três décadas.>
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Em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que a presença da seleção iraniana no torneio não seria adequada neste momento. "A seleção iraniana de futebol é bem-vinda à Copa do Mundo, mas, sinceramente, não acho apropriado que eles estejam lá, considerando a segurança e as próprias vidas dos participantes. Agradeço a atenção dispensada a este assunto!", escreveu.>
A posição do governo americano veio um dia depois de o ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Doyanmali, declarar que a equipe não tem condições de disputar o Mundial por causa da guerra. Em entrevista à TV estatal iraniana, o dirigente criticou duramente os Estados Unidos.>
"Dado que este governo corrupto assassinou nosso líder, não há condições para que participemos da Copa do Mundo. Duas guerras nos foram impostas em oito ou nove meses, e milhares de nossos cidadãos foram mortos. Portanto, não temos possibilidade de participar desta forma.">
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A seleção iraniana tinha partidas previstas para os Estados Unidos na fase de grupos. Os jogos seriam em Inglewood, na Califórnia, contra Nova Zelândia e Bélgica, nos dias 15 e 21 de junho, e em Seattle, contra o Egito, no dia 26.>
Com a saída confirmada, a Fifa terá de decidir como ficará o grupo. O regulamento prevê multa mínima de 250 mil francos suíços (cerca de R$ 1,6 milhão) para seleções que abandonam a competição. A entidade pode manter a chave com apenas três equipes ou convidar outro país para ocupar a vaga.>
Entre as seleções com mais chances de substituição estão Emirados Árabes Unidos e Iraque, que chegaram às fases finais das Eliminatórias Asiáticas.>
O atual conflito entre Estados Unidos e Irã começou no fim de fevereiro de 2026, quando forças americanas e israelenses realizaram ataques contra instalações militares e estratégicas iranianas. No primeiro dia da ofensiva, o aiatolá Ali Khamenei, líder do país desde 1989, foi morto. O sucessor escolhido foi seu filho, Mojtaba Khamenei. >
Os dois países mantêm uma rivalidade política histórica. Críticos do regime iraniano acusam o governo de apoiar grupos armados na região e de manter um programa nuclear considerado uma ameaça à segurança internacional. A operação militar foi planejada pelo primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, em conjunto com o presidente americano, Donald Trump.>
Após os ataques iniciais, o Irã respondeu com bombardeios contra bases dos Estados Unidos e de aliados no Golfo. O confronto também afetou rotas estratégicas de energia, como o Estreito de Ormuz, por onde passa parte significativa do petróleo mundial, aumentando o temor de impactos econômicos globais.>
Até o momento, o conflito já deixou milhares de mortos e feridos, além de grande destruição em áreas do Irã e de países vizinhos. Não há previsão de cessar-fogo, e cresce o receio de que a guerra se prolongue ou envolva outras nações do Oriente Médio.>