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Maysa Polcri
Publicado em 28 de janeiro de 2026 às 18:25
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um recurso do Ministério Público da Bahia (MP-BA) que pedia a prisão preventiva do capitão da Polícia Militar da Bahia (PM-BA) Mauro Grunfeld. O militar já foi preso ao menos três vezes e é acusado de desviar armas para uma facção criminosa. >
A decisão, proferida na segunda-feira (26), mantém o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que havia revogado a prisão preventiva de Mauro Grunfeld e determinado a aplicação de medidas cautelares alternativas. Foram elas: a entrega de passaporte e comparecimento periódico à Justiça. >
Mauro Grunfeld
Flávio Dino ponderou que o juiz de primeiro grau, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), não manteve a prisão preventiva do réu na sentença. A falta de especificação foi ponto o central considerado pelo Superior Tribunal de Justiça para revogar a custódia cautelar e reforçado pelo STF, na nova decisão. >
O MP-BA, por outro lado, argumentou que a prisão preventiva era necessária diante da gravidade dos fatos e da periculosidade do acusado. O pedido, no entanto, não foi atendido. Mauro Grunfeld foi preso em 11 de dezembro, durante um desdobramento da operação Zimmer. >
O oficial já havia sido preso duas vezes, em maio e julho de 2024. De acordo com as investigações, Grunfeld vendia armas para uma facção que atua na Bahia. A reportagem não localizou contato da defesa do policial. O espaço segue aberto.>