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Empresário condenado pela morte da esposa ficou três meses escondido na Bahia

Sérgio Nahas foi localizado em condomínio de alto padrão em Praia do Forte após identificação por sistema de reconhecimento facial

  • Foto do(a) author(a) Bruno Wendel
  • Bruno Wendel

Publicado em 22 de janeiro de 2026 às 15:16

Sergio Nahas foi localizado em Praia do Forte
Sergio Nahas foi localizado em Praia do Forte Crédito: Reprodução

Condenado pela morte da esposa, Fernanda Orfali, em 2002, o empresário paulista Sérgio Nahas, de 61 anos, estava há três meses no litoral baiano, onde foi preso no último dia 17. Foragido da Justiça, ele permaneceu durante todo esse período em uma casa localizada dentro de um condomínio em Praia do Forte.

“Ele não esboçou reação, mas negou o crime. Estava no imóvel há três meses e disse que não esperava ser descoberto”, declarou o major Danton Guayacanans Silveira de Araújo Motta, comandante da 53ª Companhia Independente da Polícia Militar (Mata de São João).

Sérgio Nahas por Reprodução

Nahas foi localizado após ser identificado pelo sistema de videomonitoramento e reconhecimento facial da região turística. O condomínio onde ele se escondia é de alto padrão e fica em frente à Praça dos Artistas. “Uma policial da nossa unidade recebeu a informação da Inteligência e cumpriu o mandado de prisão”, afirmou o major.

O empresário foi apresentado na sede da Polinter (Polícia Interestadual), em Salvador, e, em seguida, encaminhado diretamente para o Complexo Penitenciário da Mata Escura, onde permanece custodiado no Centro de Observações Penais (COP).

Crime e condenação

A condenação de Sérgio Nahas é resultado de um processo longo, marcado por sucessivos recursos. Em 2018, 16 anos após o crime, ele foi julgado pelo Tribunal do Júri e considerado culpado por homicídio simples. Inicialmente, a pena foi fixada em sete anos de prisão em regime semiaberto. Após recurso do Ministério Público de São Paulo, a punição foi ampliada para oito anos e dois meses de prisão em regime inicial fechado.

A decisão foi mantida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF), encerrando definitivamente o caso.

O assassinato ocorreu em setembro de 2002, no apartamento onde o casal vivia, no bairro de Higienópolis, região central da capital paulista. Fernanda Orfali, então com 28 anos, morreu após ser atingida por um disparo no peito. A arma utilizada no crime, que não possuía registro, pertencia ao empresário.

À época, Nahas afirmou à polícia que ouviu um tiro vindo do closet e encontrou a esposa ferida, alegando que ela teria tirado a própria vida. A versão foi descartada pela investigação, que apontou homicídio doloso, com intenção de matar. De acordo com os autos, Fernanda teria confrontado o marido após descobrir o uso de cocaína e relações extraconjugais mantidas por ele, inclusive com travestis.

Enquanto respondia ao processo, Sérgio Nahas permaneceu em liberdade por mais de 20 anos. Em junho de 2025, a Justiça determinou a expedição do mandado de prisão e a inclusão do nome do empresário na Difusão Vermelha da Interpol, diante da possibilidade de que ele estivesse fora do país.