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Maysa Polcri
Publicado em 28 de janeiro de 2026 às 13:50
O caso do zelador que espancou uma moradora e ateou fogo em um edifício localizado no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, ganhará um novo episódio nesta semana. A primeira audiência do caso acontece nesta sexta-feira (30), às 8h30, no Fórum Criminal de Sussuarana. >
A informação foi confirmada por advogados ligados ao caso. No dia 27 de agosto do ano passado, o zelador Osvaldo Ferreira Conceição ateou fogo no hall do edifício Morro das Pedras, invadiu o apartamento de uma moradora e a agrediu. A vítima, uma professora de 48 anos, foi espancada até ficar inconsciente e foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em coma induzido. >
Incêndio no condomínio Morro das Pedras
Após receber alta, a mulher voltou a morar no Rio de Janeiro e diz não se recordar do episódio de violência. O zelador foi preso em flagrante e encaminhado ao presídio da Mata Escura. >
A vítima não vai participar presencialmente da audiência de instrução que acontece nesta sexta-feira (30). Participarão o réu, testemunhas, além de advogados e representantes do Ministério Público da Bahia (MP-BA) Osvaldo Ferreira Conceição foi denunciado pelo MP-BA em novembro. O caso tramita na 1ª Vara do Tribunal do Júri. >
O zelador ateou fogo no primeiro andar do condomínio Morro das Pedras, ameaçou moradores e invadiu o apartamento da mulher. As investigações apontam que Osvaldo Ferreira espancou a professora com múltiplos socos no rosto da vítima. Ela foi encontrada inconsciente, vestindo apenas camisola e sem calcinha. A polícia acredita que a moradora tentou resistir às agressões pelo arranjo dos móveis do apartamento.>
Segundo a denúncia do Ministério Público, apresentada no final de setembro, o zelador agrediu a moradora por ela se recusar a ter envolvimento amoroso com ele. A professora já havia registrado, no livro de ocorrências do condomínio, que havia sido assediada por Osvaldo, como mostrou o CORREIO.>
Professora relata assédio em livro de ocorrências do condomínio
Em janeiro de 2024 ela narrou que o homem a chamou para tomar vinho, em um sábado à noite, através de um aplicativo de mensagens. No relato, a mulher pede que sejam tomadas providências por ter se sentido incomodada com a postura do zelador. "Gostaria que alguma providência fosse tomada, pois como funcionário do prédio, o 'seu' Osvaldo tem obrigação de manter o devido respeito aos moradores e não lhes causar nenhum tipo de importunação", escreveu.>
O funcionário morava de favor no prédio, junto com a esposa e o filho pré-adolescente. Todos estavam no edifício no momento em que o zelador ateou fogo no primeiro andar e agrediu a professora. Ele inclusive, avisou a companheira de que iria comprar gasolina, como ela própria relatou em depoimento.
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