Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Justiça determina a prisão de zelador que espancou moradora em prédio no Rio Vermelho

Osvaldo Ferreira Conceição também é suspeito de ter estuprado a vítima

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 29 de agosto de 2025 às 15:00

Zelador foi filmado carregando a gasolina utilizada no incêndio
Zelador foi filmado carregando a gasolina utilizada no incêndio Crédito: Reprodução

A Justiça determinou a prisão preventiva de Osvaldo Ferreira Conceição, zelador que agrediu uma moradora e ateou fogo no primeiro andar de um prédio no Rio Vermelho. O investigado passou por audiência de custódia nesta sexta-feira (29). A vítima segue internada em estado grave no Hospital Geral do Estado (HGE). 

O zelador também é suspeito de ter praticado estupro contra a vítima, como revelou reportagem do CORREIO. Na quarta-feira (27), Osvaldo Conceição utilizou substância inflamável para atear fogo no primeiro andar do prédio e agrediu uma moradora do quarto andar, que foi socorrida inconsciente. Ela teve lesões graves na cabeça e fraturou duas costelas. A mulher está em coma induzido. 

O juiz da 3º Vara das Garantias de Salvador, Cidval Santos Sousa Filho, determinou a conversão da prisão em flagrante do agressor em prisão preventiva. "A gravidade concreta da conduta está amplamente demonstrada, tratando-se de violência extrema contra mulher em contexto doméstico, com indícios de crime sexual e colocação em risco da vida de terceiros", pontuou o juiz.

O magistrado também indeferiu o pedido de retorno ao hospital feito pela defesa, já que Osvaldo recebeu alta hospitalar. Ele será encaminhado ao Complexo Penal da Mata Escura. 

"Essa é uma decisão que a defesa da família da vítima considera acertada e que confere a repressão necessária e equânime ao caso". afirma o advogado Thiago Freire, que representa a família da vítima. 

Relato de assédio

Em janeiro do ano passado, a vítima registrou no livro de ocorrências do condomínio um episódio em que teria sido assediada pelo zelador. Ela narra que o homem a chamou para tomar vinho, em um sábado à noite, através de um aplicativo de mensagens. No relato, a mulher pede que sejam tomadas providências uma vez que ela se sentiu incomodada pela abordagem.

"Gostaria que alguma providência fosse tomada, pois como funcionário do prédio, o 'seu' Osvaldo tem obrigação de manter o devido respeito aos moradores e não lhes causar nenhum tipo de importunação", escreveu. Uma amiga da vítima, que é funcionária de um estabelecimento comercial localizado próximo ao prédio, confirmou os relatos de assédio e também disse, em depoimento, que é constantemente assediada pelo homem no local onde trabalha.

"Ela mora sozinha e me contou que, inicialmente, pedia favores para ele [zelador], como trocar uma cortina e regar as plantas quando ela viajava. Mas ele começou a chamar ela para sair e ela sempre cortou. Até que chegou ao ponto de ela falar com a esposa dele que estava sendo assediada. Mesmo assim, ele continuava", contou a amiga, em entrevista ao CORREIO.

Relembre o caso 

O zelador suspeito de atear fogo em um edifício no Rio Vermelho, em Salvador, espancou uma moradora do prédio na madrugada de quarta-feira (27). A vítima de 48 anos foi violentamente agredida e está internada inconsciente no Hospital Geral do Estado (HGE).A ocorrência foi registrada como tentativa de feminicídio. O agressor, que se jogou do primeiro andar do prédio, recebeu voz de prisão e está custodiado na unidade de saúde.

A delegada Zaira Pimentel, responsável pelo caso, disse em entrevista que o caso inicialmente foi tratado apenas como incêndio. Mas, tão logo os primeiros moradores do prédio foram ouvidos, a polícia constatou que tratava-se de um caso a ser investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

"No hospital, nós constatamos que se tratava de uma situação de dano qualificado, pelo uso de substância inflamável (gasolina), e tentativa de feminicídio. Não porque o agressor e a vítima tivessem em um relacionamento, mas pela desconsideração da condição de mulher da vítima", explicou a delegada. Ela diz ainda que outros crimes estão sendo apurados pelos investigadores. A polícia investiga, inclusive, se o zelador desconfiava que seria demitido e que, por isso, teria se revoltado.