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Wendel de Novais
Publicado em 16 de setembro de 2024 às 10:08
A agressão a um diretor do Colégio Estadual Professora Noêmia Rêgo, em Valéria, que deixou a instituição sem aulas por dois dias, ocorreu após uma estudante ser suspensa pela direção. Após o ocorrido, a mãe da jovem foi até a escola e deu dois socos no diretor responsável, segundo testemunhas. Ela não aceitou a medida disciplinar após a filha ter violado o extintor de incêndio da instituição e disparado o líquido contra colegas. Pelo menos, é o que relata uma integrante da direção. >
"Ela pegou um extintor da escola, abriu e começou a 'brincar'. Um funcionário avisou, o diretor mandou chamar ela e, na hora, ele nem lembrou que era uma aluna que já tinha sido chamada a atenção no dia anterior. Ele conversou com ela sobre o risco porque ela jogou o líquido do extintor nos colegas e falou também do problema de deixar o extintor vazio, para a hora que realmente precisa", conta uma assistente administrativa da escola.>
Ainda de acordo com ela, quando constatou que a jovem já tinha registrado um problema no dia anterior, aplicou a punição. Além de suspender a estudante por um dia, a medida solicitava que um responsável fosse até o colégio para conversar sobre o mau comportamento. Na quinta-feira (12), então, a mãe da adolescente apareceu.>
"A mãe já veio assim, sem procurar saber o que estava acontecendo. Chegou para falar com o diretor, se exaltou muito e, de forma absurda, deu dois socos nele. A situação foi registrada na polícia e ainda só enquadraram como ameaça. Tenho 41 anos na educação e é difícil admitir que trabalho em uma escola que temos medo de falar com aluno", lamenta a profissional. >
A estudante suspensa, segundo a assistente, é um adolescente que tem entre 16 e 17 anos. No entanto, ela debochou do gestor quando tinha a medida disciplinar aplicada.>
"Ela achou que o diretor estava sendo injusto. A suspensão era de um dia, sendo que no dia seguinte a mãe deveria comparecer aqui. Eu estava na hora e a aluna ficou debochando da cara do diretor. [...] Ele deu a suspensão e ela, no meio da escola, rasgou o documento. Ou seja, a mãe nem recebeu a suspensão como deveria", completou.>
Em nota, a Secretaria de Educação do Estado da Bahia (SEC) prestou apoio ao diretor e à comunidade escolar. "A secretaria reforça seu entendimento da escola como um ambiente de segurança e bem-estar para todos e vai continuar investindo em atividades de combate ao bullying e à violência", disse a pasta. A entidade ainda informou que as aulas na instituição vão retornar nesta terça-feira (18).>