Secretário da prefeitura diz que atuação das facções impactam oferta de serviços e obras: 'estado paralelo'

Luiz Carreira afirmou que trabalhadores já foram expulsos por criminosos durante o expediente

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Publicado em 12 de junho de 2024 às 20:10

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Luiz Carreira, secretário da Casa Civil de Salvador Crédito: Divulgação

A atuação das facções criminosas tem sido um problema para a vida dos soteropolitanos por diversas razões. Entre elas, o impacto na oferta de serviços e obras da prefeitura de Salvador. Segundo o secretário municipal da Casa Civil, Luiz Carreira, o poder que os criminosos exercem em alguns bairros dificulta até mesmo o acesso das empresas responsáveis pelas operações públicas.

“(A ocupação de facção na cidade) está dificultando a divisão regional da saúde e da educação. Porque você faz um centro, como fizemos em Coutos, e as crianças de um lado não podem passar para outro lado. Isso cria uma enorme dificuldade porque não conseguimos fazer (centros) em todos os subterritórios, não há dinheiro que aguente para fazer tudo isso”, disse o secretário.

Em alguns casos, funcionários das empresas terceirizadas são ameaçados por integrantes de facções, segundo o secretário. “Nós chegamos a um ponto que os caras (das facções) estão exigindo que um engenheiro, que atue em uma obra, não pode passar para outra. Isso é uma desorganização dos serviços.”

Os criminosos já expulsaram trabalhadores durante o serviço de asfaltamento de rua, segundo Carreira. “Quer dizer, quem está mandando hoje é um estado paralelo, as facções que dizem o que pode ou não fazer no bairro. Isso é um problema sério”, complementou o titular da Casa Civil.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) em busca de posicionamento sobre a fala do secretário da Casa Civil, mas não houve respostas até a publicação desta matéria.