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Publicado em 22 de janeiro de 2026 às 10:35
Antes da captura de Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos, integrantes centrais do governo venezuelano já mantinham conversas discretas com Washington sobre um cenário pós-Maduro. Segundo fontes ouvidas pelo jornal The Guardian, Delcy Rodríguez e seu irmão, Jorge Rodríguez, sinalizaram a autoridades americanas e catarianas que aceitariam cooperar caso o presidente deixasse o poder. >
À época vice-presidente, Delcy iniciou os contatos no outono e intensificou as mensagens após uma ligação entre Donald Trump e Maduro, no fim de novembro, quando o presidente americano exigiu a saída do líder venezuelano. Maduro recusou, mas, segundo uma fonte, Delcy afirmou que “Maduro precisa sair” e que estaria disposta a “trabalhar com o que viesse depois”.>
Inicialmente resistente, o secretário de Estado Marco Rubio passou a ver em Delcy uma alternativa para evitar caos e instabilidade no país após a queda de Maduro. As fontes ressaltam que os irmãos Rodríguez não concordaram em ajudar ativamente a derrubar o presidente, apenas prometeram cooperação depois de sua saída.>
Trump chegou a confirmar publicamente as conversas, afirmando ao New York Post que Delcy “entende” a situação. O governo venezuelano e a Casa Branca não comentaram.>
Além dos canais secretos, havia negociações oficiais em curso, incluindo tratativas sobre prisioneiros americanos, deportações e presos políticos. Delcy também mantinha laços próximos com o Catar, que teria atuado como intermediário nas negociações.>
O objetivo central dos Estados Unidos, segundo as fontes, era evitar o colapso da Venezuela após a saída de Maduro, diante do risco de guerra civil e desordem institucional.>