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Wendel de Novais
Publicado em 19 de fevereiro de 2026 às 10:51
O ex-príncipe Andrew, de 66 anos, foi preso na manhã desta quinta-feira (19) pela polícia do Reino Unido. A prisão faz com que o terceiro filho da Rainha Elizabeth II, que morreu em 2022, volte ao centro de uma nova crise envolvendo a família real britânica. >
De acordo com a BBC, a detenção está relacionada a uma investigação aberta há dez dias para apurar suspeitas de que Andrew teria repassado informações confidenciais do governo a Jeffrey Epstein. A polícia confirmou que houve uma prisão por "má conduta em cargo público". >
Antes de ter o nome associado ao escândalo, Andrew era apontado nos bastidores como o filho favorito entre os quatro herdeiros da rainha. Construiu carreira nas Forças Armadas e serviu por 22 anos na Marinha britânica. Ingressou no Colégio Naval Real em 1979, tornou-se piloto de helicóptero e participou da Guerra das Malvinas. >
Ex-príncipe Andrew foi preso
Ao longo do período, acumulou condecorações e projeção dentro da instituição. O desgaste público começou a se intensificar a partir de 2020, quando se afastou das funções oficiais após o escândalo envolvendo Epstein. Naquele ano, abriu mão de uma promoção militar prevista para quando completasse 60 anos. >
Em 2022, perdeu todos os títulos militares e também o direito de utilizar o tratamento de "sua alteza". A decisão partiu da própria Rainha Elizabeth II depois que um tribunal de Nova York deu prosseguimento a um processo civil no qual Andrew era acusado de agressão sexual contra uma jovem de 17 anos em 2001. >
O caso agravou a pressão sobre a monarquia. Em 2025, o então rei Charles III retirou do irmão o título de príncipe. Desde então, ele passou a ser identificado oficialmente como Andrew Mountbatten-Windsor. Com a nova destituição, também perdeu o direito de permanecer no Royal Lodge e se mudou para uma casa de campo dentro do complexo de Sandringham, propriedade privada do monarca. >
Veja fotos dos arquivos de Jeffrey Epstein
Manifestação real >
O Charles III se manifestou oficialmente após a prisão do irmão mais novo ser deitdo. Em comunicado divulgado pela BBC, o monarca afirmou ter recebido a informação “com a mais profunda preocupação”. >
Na declaração, Charles ressaltou que o caso deve seguir “um processo completo, justo e adequado”, conduzido pelas autoridades responsáveis. Ele também reforçou que a família real dará total respaldo às investigações. “Como já disse antes, eles contam com nosso apoio e cooperação plenos e irrestritos”, declarou.>
O rei ainda deixou claro que não comentará o assunto enquanto o procedimento estiver em curso. “Permitam-me afirmar com clareza: a lei deve seguir seu curso. À medida que esse processo continua, não seria correto comentar mais sobre este assunto”, afirmou. Segundo ele, os compromissos públicos da família real serão mantidos normalmente. >