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Testemunhas de Jeová mudam regra polêmica sobre doar sangue

Liderança global do grupo autoriza armazenamento e reuso de sangue do próprio fiel

  • Foto do(a) author(a) Nauan Sacramento
  • Nauan Sacramento

Publicado em 21 de março de 2026 às 16:13

Pesquisa da Universidade Duke identificou seis moléculas no sangue que funcionam como um “termômetro” biológico do envelhecimento, ajudando a prever a saúde e a longevidade em idosos
Pesquisa da Universidade Duke identificou seis moléculas no sangue que funcionam como um “termômetro” biológico do envelhecimento, ajudando a prever a saúde e a longevidade em idosos Crédito: Banco de imagem

Em uma atualização histórica de suas diretrizes médicas, a liderança global das Testemunhas de Jeová anunciou uma mudança na política sobre o uso de sangue. A partir de agora, os integrantes do grupo religioso estão autorizados a realizar procedimentos que envolvam a remoção, o armazenamento e a posterior devolução de seu próprio sangue ao corpo durante intervenções cirúrgicas pré-agendadas. As informações foram divulgadas pela CNN.

O anúncio foi realizado por Gerrit Losch, um dos líderes do corpo governante da organização, que enfatizou a responsabilidade individual na escolha dos tratamentos. "Cada cristão deve decidir por si mesmo como seu sangue será usado em cuidados médicos e cirúrgicos", afirmou Losch. Apesar da flexibilização para o sangue do próprio paciente, a proibição de receber transfusões de sangue doado por outras pessoas permanece inalterada e obrigatória para os cerca de 9 milhões de seguidores no mundo, sendo 900 mil deles no Brasil.

A base para a restrição continua sendo a interpretação de passagens do Antigo e do Novo Testamento que ordenam "abster-se de sangue". Segundo um porta-voz do grupo, a crença fundamental sobre a "santidade do sangue" não sofreu modificações, apenas a aplicação técnica em procedimentos específicos.

A medida foi recebida com ceticismo por ex-membros e especialistas em bioética. O americano Mitch Melon, ex-integrante do grupo, afirmou ao jornal Los Angeles Times que a mudança "não vai longe o suficiente". A principal crítica é que, em casos de acidentes graves com perda súbita de sangue ou tratamentos oncológicos infantis que exigem múltiplas transfusões, a nova regra é ineficaz, pois o paciente não teria tempo ou condições de armazenar o próprio sangue previamente.

Com a nova diretriz, espera-se que médicos e hospitais passem a oferecer com mais frequência opções de "cirurgias sem sangue" e técnicas de recuperação para pacientes do grupo.

Tags:

Saúde Igreja Religião