Acusada de corrupção, ex-presidente da Coreia do Sul passa primeiro dia presa

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31.03.2017, 08:00:00
Atualizado: 31.03.2017, 08:01:08

Acusada de corrupção, ex-presidente da Coreia do Sul passa primeiro dia presa

Nesta quinta-feira (30), a prisão preventiva dela foi determinada por um tribunal por envolvimento no caso de corrupção da "Rasputina"

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A ex-presidente da Coreia do Sul Park Geun-hye passa, nesta sexta-feira (31) o primeiro dia na prisão de Uiwang, ao sul de Seul. Nesta quinta-feira (30), a prisão preventiva dela foi determinada por um tribunal por envolvimento no caso de corrupção da "Rasputina". A informação é da Agência EFE.

Park deixou o edifício da promotoria do distrito central de Seul, onde esperou durante horas para ouvir a sentença. Por volta das 4h30 (hora local, 16h30 de quinta-feira, em Brasília) foi conduzida em seu carro particular, acompanhada de seus guarda-costas até o presídio, informou a agência de notícias Yonhap.

A partir de agora, a ex-presidente deverá ficar sob o regime rigoroso dessa prisão. A ex-presidente tem sua própria cela, de pouco mais de 6 metros quadrados, onde receberá três alimentações ao dia (cada uma delas avaliada em pouco mais de um euro). No local, há um colchão, uma mesa, cadeira, um televisor, lavabo e vaso sanitário.

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(Foto: AFP)

Os horários para assistir televisão são controlados, assim como o tempo que a ex-presidente, que deve lavar seus próprios pratos e talheres, pode passar fora da cela (em torno de uma hora para fazer exercício ou receber visitas).

Park foi detida preventivamente depois de a Justiça considerar que existem provas de que ela cometeu crimes como abuso de poder, coação, revelação de segredos de Estado e suborno, esse último punido pela lei sul-coreana com um mínimo de dez anos de prisão e até com prisão perpétua.

A promotoria, que na última segunda-feira (27) pediu a prisão da ex-presidente devido à gravidade dos crimes de que ela é acusada e a possibilidade de destruição de provas, considera que Park confabulou com sua amiga Choi Soon-sil, apelidada de "Rasputina", para criar uma rede que extorquia empresas em troca de favores do governo.

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