'As pessoas que batiam palmas nos sobrecarregam hoje': o cansaço dos profissionais de saúde

salvador
27.12.2020, 07:38:00
Atualizado: 27.12.2020, 07:39:21
(Fotos: Nara Gentil/CORREIO e Acervo pessoal)

'As pessoas que batiam palmas nos sobrecarregam hoje': o cansaço dos profissionais de saúde

Depois de 10 meses de pandemia, eles contam como tem sido trabalhar diante do aumento de casos

Em momentos como o que vivemos, o jornalismo sério ganha ainda mais relevância. Precisamos um do outro para atravessar essa tempestade. Se puder, apoie nosso trabalho e assine o Jornal Correio por apenas R$ 5,94/mês.

“Cansei da pandemia”. “Não aguento mais essa covid-19”. “Até quando vão obrigar a gente a usar máscara?”. Você já deve ter escutado isso antes. Nos últimos meses, frases como essa se tornaram ainda mais comuns. Em alguns casos, viraram até justificativa para o injustificável - as aglomerações em meio a uma segunda onda que já promete ser mais mortal do que a primeira. 

Enquanto isso, há quem realmente esteja cansado em outros níveis. São profissionais que, desde o começo do combate ao coronavírus, atuam na linha de frente. Em dez meses, eles não puderam baixar a guarda nem por um momento. Mesmo quando os casos diminuíram - e muitas cidades autorizaram o retorno às praias, aos shoppings ou às academias - o estresse para eles não diminuiu. Agora, com os números aumentando de novo, muitos dizem estar exaustos. 

Segundo o psicólogo Antônio Figueiredo, coordenador e professor do curso de Psicologia da UniFTC de Vitória da Conquista, os profissionais de saúde vivem o estresse como uma síndrome de frustração generalizada. 

“Não há um momento em que esse estresse vaza ou que é aliviado. São situações muito intensas que eles estão vivendo, junto com falta de recursos e de salários. Isso vai elevando o nível de estresse”, explica ele, que é doutor em Ciências Humanas.

Por isso, são frequentes os casos de profissionais com crises de ansiedade, alopecia (queda de cabelo), insônia e até unhas mais fracas. “Já há uma tendência ao adoecimento mental na pandemia. Agora, imagine você ter que trabalhar com isso 24 horas por dia. Muitos sentem que estão enxugando gelo”. 

A politização de aspectos da pandemia, inclusive, prejudica o tratamento desses profissionais. Segundo o professor, não há uma política pública para os trabalhadores de saúde, que acabam pagando a conta. “Eles são ditos como heróis, mas não são remunerados nem considerados como heróis. Não há saúde mental que dê conta”, completa. 

O CORREIO conversou com quatro profissionais de diferentes áreas que estão atuando no combate ao coronavírus desde o começo. Confira alguns depoimentos de quem ainda não conseguiu parar para descansar - e nem sabe quando isso será possível. 

‘Eu vivi a covid-19 como médico, como paciente e como família. Perdi meu pai e minha tia com quatro horas de diferença’

Caíque de Santana, 28 anos, médico cirurgião e intensivista que trabalha em UTIs de quatro hospitais públicos e particulares de Salvador

Caíque atua em quatro UTIs de Salvador (Foto: Nara Gentil/CORREIO)

“Fui um dos primeiros a trabalhar com covid-19, logo no começo da pandemia, quando a doença ainda era praticamente desconhecida dos próprios médicos. A gente não sabia direito como trabalhar e foi quando eu me contaminei também. Cheguei a ser hospitalizado em maio, mas me recuperei. 

Hoje, eu trabalho em quatro hospitais. No momento em que vi as UTIs lotadas, percebi que seria grave. Vivi a covid-19 como médico, como paciente e com a família. Mas sofri principalmente quando meu pai teve covid, em julho. 

Meu pai tinha plano de saúde, era motorista da saúde, inclusive. Ele me chamou dizendo que estava se sentindo mal. Eu moro em Salvador, ele morava em ilhéus. Fui ao encontro dele e tentei reservar UTI para ele em Itabuna, Ilhéus, nas cidades vizinhas e não achamos. Mesmo uma pessoa com plano de saúde, com tudo, não conseguiu (vaga). 

Foi quando eu vi que tinha chegado ao pico da doença. Inclusive, durante esse período, começou a faltar medicação tanto na rede privada quanto pública. Até meu pai ficou sem medicação por uns dias por não ter disponível. Eu senti tanto quanto profissional quanto com ele. 

Meu pai foi internado numa sexta-feira de julho. Lembro que consegui uma vaga de madrugada e ele foi transferido para uma vaga na rede privada. Não tinha médico pra fazer a transferência, eu mesmo fiz. Ele ficou internado por 31 dias, até falecer. Chegou bem grave ao hospital e foi intubado no segundo dia. Foi o período em que as UTIs estavam cheias e os pacientes eram extremamente graves, tudo de uma vez só.  

Minha tia-avó, que criou meu pai, veio a falecer quatro horas antes dele, também de covid-19. Ela morava aqui em Salvador e foi internada alguns dias depois. O contágio foi bem diferente, eles não estavam juntos. Ela faleceu aos 85 anos, ele aos 59. Eu estava trabalhando quando tive a notícia dos dois. 

Percebi a queda nos casos (entre setembro e outubro) quando muita gente estava ciente da doença e começou a se prevenir.  Só que veio a política e eu acho que foi o grande fator que contribuiu para o retorno desses novos casos. E há uma diferença que eu vejo muito grande no perfil dos pacientes que chegaram agora. Hoje, o número de jovens internados aumentou muito. Jovens sem comorbidade alguma sendo internados pela covid. Acho que essa maior liberdade para as pessoas saírem, bares abertos e alguns eventos provocaram isso. 

Antes da covid, eu trabalhava, em média, 60 a 80 horas por semana. Hoje, eu passo de 100 horas praticamente toda semana. Em algumas, eu durmo apenas duas vezes por semana em casa. Eu casei praticamente na pandemia, me juntei. Então, vivemos em casa só eu e minha esposa. 

A rotina de trabalho na UTI, como plantonista, é receber os pacientes novos e manter os procedimentos na própria UTI.  Acho que em julho, quando meu pai estava doente, eu tinha trabalhado praticamente 72 horas seguidas porque um colega teve diagnóstico de covid-19 e a gente teve que dobrar o plantão. Ele foi diagnosticado, eu já estava no plantão e tive que ficar. Acabei ficando as 72 horas e, no outro dia, tive que viajar pra ver meu pai. O cansaço era tanto e a cabeça preocupada também que não sei como dirigi por seis horas seguidas. 

Acho que a pessoa só vai sentir na pele quando passar por isso. Sou profissional de saúde e sei quantas pessoas sofreram não só na minha vida mas também quantas pessoas passaram pela minha mão. Eu tive que intubar pessoas de 29 anos, pessoas jovens. Só quem não aprendeu é quem não passou por isso ainda. 

A pandemia deixou muitas famílias perdidas, destruídas, mas quem não passou por isso não caiu a ficha ainda. Eu me revolto com isso. 

Hoje, os números de leitos aumentaram novamente. Todas as UTIs que eu trabalho estavam baixas e agora estão todas lotadas novamente. Meu recado é que as pessoas têm que cuidar. Você acha que não pode acontecer, mas pode acontecer com algum familiar seu”. 

‘As mesmas pessoas que no começo nos chamavam de heroínas e batiam palmas estão nos sobrecarregando hoje’ 

Aline Soares, técnica em enfermagem e enfermeira, 39 anos, trabalha em uma UPA em Monte Gordo e é tesoureira do Conselho Regional de Enfermagem da Bahia

Para Aline, a Enfermagem foi a área mais demandada na pandemia (Foto: Acervo pessoal)

“Uma das coisas que a gente usava pouco dentro da área de saúde era o uso de máscara cirúrgica a todo tempo. Era uma coisa meio que, se não tinha paciente em isolamento respiratório, não precisava utilizar. Com a covid-19, tudo mudou. 

Diante disso tudo, a enfermagem, que é quem sempre esteve na cabeceira do leito, foi a área mais demandada na pandemia. Quando começou a estabilizar de modo geral, vimos que a população ficou mais tranquila, mais relaxada. E aí nós vimos agora, a partir de novembro, os números aumentarem. Falam da saúde mental, que vão sair e tomar os cuidados, mas o vírus não escolhe ninguém. Ele está no ambiente. 

Na unidade de emergência, você fica 24 horas de porta aberta. Você não escolhe o paciente. Tem que lidar com desespero, a apreensão do paciente ou da paciente que chega na unidade com sintoma respiratório e você vê aquele medo do desconhecido. Será que eu estou? Será que não estou? É bem complicada a situação. 

Até hoje está assim, embora muita gente tenha relaxado um pouco. Mas a gente da área de saúde não tem o direito de relaxar. Temos que estar de prontidão e prontos para, a qualquer momento, receber um paciente. Não posso dizer que vou ficar mais tranquila no plantão porque diminuiu o número. Eu não posso. Tenho que estar a postos a todo o tempo, em alerta a todo o tempo. Isso gera um estresse emocional muito forte.

Em casa, a rotina mudou também. Tive que pedir à babá dos meus filhos para que ela passasse a dormir em casa, ir pra casa só aos finais de semana e usar todas as medidas de segurança possíveis para que ela não fosse contaminada. Moro com dois filhos - um menino de 7 e a menina de 6 - e o pai das crianças, que é hipertenso. 

Antes, quando eu chegava em casa, meus filhos vinham abraçar. Hoje, eles já sabem que não podem abraçar. Meus pais são idosos e não tenho ido vê-los porque sou um vetor de transmissão. 

Meu contrato de trabalho é de 40 horas semanais e são sete plantões de 24 horas no mês. Em um dado plantão nesses 10 meses, atendi uma criança de cinco anos que fizemos todo o possível e não conseguimos reanimar. Nem era covid, mas estávamos tão esgotados que, nesse dia, a equipe toda chorou.

Sabe quando você está ali tentando lutar pela vida e vê que não deu certo? Teve outra situação que tinha um paciente internado aguardando regulação. Houve regulação e a família não queria que ele fosse pra UTI-covid porque achavam que não o veriam mais. Até a família aceitar o diagnóstico, foi uma luta. 

Eles relutam porque quando o paciente é diagnosticado com covid, até na transferência, o EPI (equipamento de proteção individual) é diferente. Você se veste com macacão branco, dos pés na cabeça. E você sabe nem quem é a pessoa, ela não consegue te identificar por tanto EPI. O paciente com covid não recebe visita, fica incomunicável. É uma apreensão ter notícia a cada 24 horas. 

Quando a gente via na rede social e as reportagens de pessoas em festas com paredão, festas privadas para 60, 70 pessoas, a gente sabia que ia estourar. Quando a curva começou a baixar e as pessoas acharam que estava controlado, elas começaram a se descontrolar. A gente começou a sentir. No meu último plantão, eu fiz o teste de um caso suspeito que deu positivo. Segundo ele, a família toda estava contaminada. 

Como eu trabalho numa área da Linha Verde, vejo as pessoas saírem de seus apartamentos em Salvador e irem para Guarajuba, Arembepe, Barra do Jacuípe, achando que estão de férias. As pessoas parecem não ter medo. 

No começo da pandemia, nós profissionais de enfermagem fomos aplaudidos, chamados de heróis e heroínas, que nem gosto desse adjetivo porque a desvalorização monetária é muito alta. Essas mesmas pessoas que bateram palmas e nos chamaram de heroínas estão nos sobrecarregando indo para bares, shoppings, ruas, para fazer coisas que não são emergenciais. 

E as pessoas nesses 10 meses não aprenderam a usar máscara de forma correta. Tem gente que usa na boca, no queixo, na orelha, pegam na frente da máscara para consertar e esquecem que a máscara é uma barreira. Não sei nem o que falar, não tenho definição para o que as pessoas estão pensando, inclusive profissionais de saúde”.

“Enquanto profissional, meu sentimento é de impotência”

Davi Apóstolo, 39 anos, enfermeiro que trabalha dois hospitais em Salvador

Davi trabalha em duas emergências de hospitais de Salvador (Foto: Acervo pessoal)

“Trabalho na emergência em dois hospitais (público e privado), justamente fazendo o acolhimento do ambulatório. Faço teste rápido, dou orientações aos pacientes sobre quadro clínico, diagnóstico. Logo no começo, a gente tinha um atendimento de 50, 80 casos diários específicos e pulou para 300, 400 casos por dia. Isso aconteceu ainda em março e fez levantar o sinal de alerta. 

Quando a OMS (Organização Mundial da Saúde) decretou que era uma pandemia (em 11 de março), a gente que está na linha de frente já vinha sentindo esse crescimento sugestivo. 

Tivemos que mudar toda a rotina. Em casa, moramos eu, minha esposa, que também é enfermeira na linha de frente; meu filho, que na época tinha 2 anos e uma pessoa que era a babá de meu filho. Graças a Deus, não tivemos nenhum tipo de sintoma, nem ninguém próximo à família teve covid. A gente faz teste constante e graças a Deus, até agora, passamos imunes. 

É muito comum ver aquele paciente que chegava lúcido, de uma hora para outra, se deprimir, ser intubado, ir pra UTI e ir a óbito num espaço de tempo muito rápido. Tudo isso sem comorbidade. Vi acontecer muito.

Quando diminuíram os casos, a gente começou a observar esse cenário. Mas continuava o nível de estresse porque a gente sabia que a guerra não tinha acabado. Logo no final de outubro, começo de novembro, vimos os casos aumentarem. Vimos as pessoas relaxaram as medidas de isolamento ao mesmo tempo em que, se a gente tinha uma quantidade x de casos, começou a ver 3x, 4x e 5x. 

Eu estou esgotado. Em alguns momentos, você se pega com nervosismo, estresse e impaciência. Entre setembro e outubro, um colega nosso, um amigo enfermeiro, faleceu de covid. 

Dias antes, eu tinha levado meu sogro ao hospital, por conta de um câncer. Mas, naquele dia, conversei com esse colega e falamos um pouco sobre essa situação toda. Logo após, ele contraiu o vírus e veio a óbito. Isso me trouxe um sinal. Foi um despertar para o que eu estava fazendo, para a questão do estresse, dos medos, das inseguranças. Tento trabalhar isso com uma atividade física, uma corrida, algo assim, para amenizar. 

Eu diria que 50%, 60% dos meus colegas contraíram a doença. Tem várias situações que já me deparei, chegava em casa e falava: ‘hoje eu peguei covid, só esperar os sintomas’. Porque, às vezes, têm alguma situação, no momento da prática, que você tem algum vacilo, algum descuido, algum paciente assintomático. E já foi. 

Tem um ditado que costumo falar: você falido tem condição de se recuperar se estiver vivo. Mas e se estiver morto? Acho que as pessoas têm que entender que nós estamos com um nível de estresse muito grande, nos sacrificando em nome da população. O mínimo que a gente pede é afastamento e utilização de máscara, que já ajuda a diminuir as altas taxas de internação. 

Enquanto profissional, meu sentimento é de impotência em tentar conscientizar a população a manter o afastamento”.

‘Você vive em estado de alerta e houve muitos atestados por causa dos colegas que adoeceram’

Tatiana Marques Oliveira, 39 anos, fisioterapeuta, trabalha em UTIs pediátricas de dois hospitais de Salvador. Também é conselheira do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito 7)

Tatiana trabalha em UTIs pediátricas de Salvador (Foto: Acervo pessoal)

"Minha área de atuação é neonatologia e pediatria, ou seja, nas UTIs pediátricas. Foi uma novidade para a gente, porque tivemos que sentar para ver como melhorar o fluxo e iniciar o treinamento. Acredito que meus colegas das UTIs de adultos tiveram que lidar com os fluxos e com o atendimento ao mesmo tempo. 

Como na pediatria demorou um pouco mais para surgirem os primeiros casos, a gente teve mais tempo para fazer o treinamento. Demoramos mais ou menos um mês para receber os primeiros casos, embora tenha tido muitos casos suspeitos. E, como eram suspeitos, a gente tinha que iniciar o protocolo do mesmo jeito. 

Quando vinha a confirmação, a gente permanecia com os protocolos. Na UTI pediátrica, a gente presta assistência tanto respiratória quanto motora porque quando a criança interna, ela já tem restrições do convívio social. A depender da gravidade, aquela criança não pode caminhar naquele momento, não pode brincar. 

Por ser criança, o brincar é fundamental. A gente utiliza muito isso pra promover essa recuperação e lida muito com a questão respiratória, porque há um declínio nesse sentido. Nós é que lidamos com a respiração mecânica. Temos que fazer atividades lúdicas para que a criança não sinta tanto a questão da internação, porque ela está em outro meio, não na casa dela. 

O momento mais difícil foi quando teve aquele pico em junho, julho, e as coisas foram reabrindo e as pessoas achando que estava normal. Mas teve um caso já agora em novembro que me chamou atenção, porque eu também trabalho em maternidade. 

A gente teve cinco bebês contaminados ao mesmo tempo porque tinha uma mãe que estava com covid-19. Eles estavam na enfermaria e acabou que todos foram contaminados. Isso passa até por nós profissionais. Me chamou a atenção para a gente de fato manter os cuidados porque a pandemia não acabou. A prevenção precisa ser mantida. 

Teve vários momentos em que pensei estar no limite. Normalmente, quem é da área de saúde não cumpre apenas uma escala. A gente foge da carga horária tradicional trabalhando em mais unidades. Você vive em estado de alerta e tensão pela própria dinâmica do plantão. 

Além disso, houve muitos atestados nesse período, então a gente acabou trabalhando mais para dobrar e cobrir esses profissionais que adoeceram pela covid. E ainda, quando chegava em casa, tinha que cuidar da casa e estar o tempo todo estudando, porque a cada dia surge algo novo. 

Férias foram suspensas nesse período e só agora, em outubro, que foram retomadas. A gente sentia o corpo pedindo férias. Eu normalmente trabalho 60 horas por semana, mas agora em dezembro consegui tirar férias de um dos hospitais. Em janeiro, vou tirar do outro. Infelizmente, não consegui tirar nos dois lugares ao mesmo tempo, então continuo trabalhando. 

Agora, vejo um cenário que de fato as contaminações estão acontecendo. A gente já está vendo um aumento nas UTIs de adulto. Na pediatria a gente ainda não está vendo tanto, mas estão chegando outros casos. Como um dos lugares que trabalho é o Hupes (Hospital das Clínicas), a gente recebe muitas crianças do interior. São crianças com doenças crônicas e que estavam impossibilitadas de vir. Agora, elas podem vir e têm vindo. 

Escuto meus colegas falando ‘não é possível que a gente vai ter que passar por tudo isso de novo’ e vejo a necessidade da gente manter o isolamento, os cuidados, de higienizar as mãos, usar máscara e ter essa consciência. 

Estamos mais preparados porque já existem protocolos mais concretos nesse sentido e a forma de abordar o paciente é mais coesa. Mas o vírus está aí e está sofrendo mutações.  

Eu diria para as pessoas ficarem em casa, porque não é o momento de pensar só na gente. A grande palavra é empatia, se colocar no lugar do outro. Não é porque sou jovem que o vírus não vai trazer consequências para mim”. 

***

Em tempos de coronavírus e desinformação, o CORREIO continua produzindo diariamente informação responsável e apurada pela nossa redação que escreve, edita e entrega notícias nas quais você pode confiar. Assim como o de tantos outros profissionais ligados a atividades essenciais, nosso trabalho tem sido maior do que nunca. Colabore para que nossa equipe de jornalistas seja mantida para entregar a você e todos os baianos conteúdo profissional. Assine o jornal.


Relacionadas