Bombardeio de Israel em Gaza derruba três prédios e deixa novos mortos

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16.05.2021, 13:03:00
Atualizado: 16.05.2021, 13:03:11
Prédio em Gaza foi atingido por bombardeio de Israel (Foto: Mahmud Hams/AFP)

Bombardeio de Israel em Gaza derruba três prédios e deixa novos mortos

Crianças estão entre as vítimas; ao menos 33 palestinos morreram e 50 ficaram feridos

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Três edifícios foram derrubados e ao menos 33 pessoas foram mortas neste domingo (16), após ataques aéreos de Israel na cidade de Gaza. A ação marca o dia mais violento desde que o conflito entre o país e o grupo terrorista Hamas começou, há cerca de uma semana. Autoridades de saúde dizem que pelo menos dez mulheres e oito crianças estão entre os mortos e 50 pessoas ficaram feridas.

Militares israelenses afirmaram ter destruído a casa do líder do Hamas em Gaza, Yahiyeh Sinwar, em um ataque separado realizado na cidade de Khan Younis, no sul. Foram atingidas a casa de Sinwar e de seu irmão Muhammad, membro do Hamas que é considerado ativista terrorista no país. Sinwar controla o movimento islâmico palestino no território de 2 milhões de habitantes, que vivem sob bloqueio israelense há mais de 10 anos.

Os ataques acontecem um dia depois dos bombardeios israelenses que mataram outras dez pessoas de uma mesma família palestina, entre elas oito crianças e duas mulheres - apenas um bebê de cinco meses sobreviveu. Ainda no sábado (15), os ataques aéreos também destruíram o edifício al-Jalaa, de 12 andares, onde estavam localizados apartamentos residenciais e escritórios de meios de comunicação, como da agência de notícias Associated Press (AP) e da rede de TV Al-Jazeera. 

Na sexta-feira (14), na Cisjordânia, aconteceram protestos palestinos em que as forças israelenses atiraram e mataram 11 pessoas, segundo os palestinos. Enquanto mediadores internacionais tentam negociar um cessar-fogo, Israel intensificou os ataques para causar o maior dano possível no Hamas. Um diplomata norte-americano, Hady Amr, está na região desde sexta-feira. 

Israel já rejeitou uma proposta egípcia de uma trégua de um ano - o Hamas havia concordado. O Egito chegou a enviar ambulâncias através de sua fronteira com Gaza para levar vítimas palestinas aos hospitais egípcios. Neste domingo (16), o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) vai se reunir para discutir a situação.

Violência começou no início de maio
A violência entre israelenses e palestinos começou no início do mês, em Jerusalém, quando moradores árabes do bairro Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental, protestaram contra tentativas de serem retirados de suas casas. O confronto foi intensificado, ainda, após a polícia de Israel impedir a entrada na Mesquita de Al-Aqsa nos últimos dias do Ramadan, local e mês sagrados para os muçulmanos.

Na segunda-feira, o Hamas lançou mísseis contra o território israelense. Segundo a Reuters, 181 palestinos foram mortos em Gaza, incluindo 52 crianças e 31 mulheres. Do lado israelense, oito pessoas morreram - entre elas, um menino de 5 anos e um soldado.


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