Casos prováveis de chikungunya na Bahia crescem 366% em 2020

bahia
28.02.2020, 20:54:00
Atualizado: 28.02.2020, 21:41:51

Casos prováveis de chikungunya na Bahia crescem 366% em 2020

Nos dois primeiros meses do ano, dengue e zika tiveram redução de notificações, segundo a Sesab

Em momentos como o que vivemos, o jornalismo sério ganha ainda mais relevância. Precisamos um do outro para atravessar essa tempestade. Se puder, apoie nosso trabalho e assine o Jornal Correio por apenas R$ 5,94/mês.

O número de casos prováveis de chikungunya na Bahia cresceu 366% nos primeiros dois meses do ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. A informação foi divulgada pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) e é referente ao período de 29 de dezembro de 2019 a 15 de fevereiro de 2020. Já as ocorrências de dengue e de zika tiveram redução de 17,6% e 22,9%, respectivamente.

Segundo os dados da Sesab, a quantidade de casos prováveis de chikungunya saltou de 248 para 1.158 ocorrências. Uma morte está em investigação e pode ter relação com a doença. No total, 57 dos 417 municípios do estado notificaram suspeitas de pacientes infectados com o vírus.

Feira de Santana é a cidade que lidera o ranking. No total, 322 casos prováveis de chikungunya estão em investigação no município. Salvador (31 notificações) e São Francisco do Conde (27), na região metropolitana, aparecem logo em seguida.

Dengue
Já quando o assunto é dengue houve redução na comparação com 2019. A Sesab informou que a Bahia registrou 4.466 casos prováveis da doença nos dois primeiros meses do ano, 17,6% a menos que as 5.425 notificações do ano passado. No total, 200 municípios suspeitam que pacientes estejam com o vírus.

Os municípios com maior incidência da doença foram Valente, na região de Serrinha (Centro-Leste), com 254 casos; Vera Cruz, na Região Metropolitana de Salvador, com 195 ocorrências; e Cândido Sales, na região de Vitória da Conquista (Sudoeste), com 127 pacientes.

Zika
A zika foi a arbovirose com a maior redução na Bahia na comparação com 2019. O número de casos prováveis caiu 22,9%, passando de 222 ocorrências para 171 notificações. No total, 26 cidades baianas relataram suspeita da doença entre 29 de dezembro do ano passado e 15 de fevereiro de 2020.

As cidades de Cândido Sales (24 casos); Esplanada (10), na região de Alagoinhas (Nordeste); e Ubaíra (5), na região de Amargosa (Leste) foram as que mais notificaram a suspeita da doença.

Governo Federal
O Ministério da Saúde também divulgou dados da doença, mas o período de contagem dos casos é diferente do da Sesab. No caso de dengue e chikungunya, o Governo Federal contabilizou as notificações entre 29 de dezembro de 2019 e 1º de fevereiro de 2020.

Segundo os dados do Ministério, a Bahia foi o estado do Nordeste com o maior número de casos suspeitos das duas doenças. Foram 1.815 notificações de dengue e 441 de chikungunya.

Em relação à chikungunya, os baianos ficaram à frente também de todos os estados do Norte, Sul e Centro-Oeste. A Bahia está atrás apenas do Espírito Santo (1.096 casos) e do Rio de Janeiro (706).

Os casos de Zika foram contabilizados pelo Ministério da Saúde entre 29 de dezembro do ano passado e 25 de janeiro de 2020. A Bahia teve 36 casos prováveis da doença, sendo o estado com o maior número de notificações em todo o país.

***

Em tempos de coronavírus e desinformação, o CORREIO continua produzindo diariamente informação responsável e apurada pela nossa redação que escreve, edita e entrega notícias nas quais você pode confiar. Assim como o de tantos outros profissionais ligados a atividades essenciais, nosso trabalho tem sido maior do que nunca. Colabore para que nossa equipe de jornalistas seja mantida para entregar a você e todos os baianos conteúdo profissional. Assine o jornal.


Relacionadas