Empresário do Rio é condenado a 13 anos de prisão por infectar mulheres com HIV

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24.09.2021, 17:20:12
Atualizado: 24.09.2021, 17:23:54
(Reprodução)

Empresário do Rio é condenado a 13 anos de prisão por infectar mulheres com HIV

Renato Peixoto já cumpria pena de sete anos de reclusão desde 2018; Justiça ampliou a sentença

Por unanimidade, a Primeira Câmara Criminal do Rio de Janeiro decidiu condenar Renato Peixoto Leal Filho a 13 anos e 4 meses de prisão por contaminar mulheres com o vírus HIV. Em junho de 2018, o empresário, que é soropositivo, já havia sido condenado a sete anos de reclusão pelos crimes.

Renato foi preso preventivamente em julho de 2017, após uma investigação da Polícia Civil do Rio apontar que ele havia transmitido intencionalmente o vírus da AIDS para ao menos duas mulheres. Segundo a Secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap), o empresário estava em Prisão Albergue Domiciliar desde setembro de 2019.

A nova decisão judicial determina que deve ser "mantido o regime inicial fechado, como fixado na sentença". As informações são do Extra.

O caso

Em agosto de 2015, uma das vítimas de Renato, com quem teve um relacionamento, procurou a polícia para realizar a denúncia. Pouco após o início das investigações, uma segunda mulher compareceu na 16º Delegacia de Polícia da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, e se apresentou com outra vítima do empresário.

Elas relataram que Renato agiu de forma parecida com as duas. Ele entrava em contato com mulheres pelas redes sociais e as convidava para sair. Com o avançar das coisas, ele as convencia, de maneira insistente, a fazer sexo sem proteção. As vítimas afirmaram que em nenhum momento foram avisadas sobre a condição médica do empresário.

O caso foi a público e um grupo de mulheres, incluindo as vítimas, divulgou áudios com ameaças feitas por Renato às ex-companheiras caso elas o denunciassem. Elas também reuniram vídeos que ele mesmo havia enviado com cenas pessoais de sexo, que mostravam ele transando sem camisinha com várias mulheres. O material foi entregue à polícia e usado como evidência na investigação.
 

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