Grandes hotéis de Salvador se oferecem para receber profissionais de saúde

coronavírus
22.04.2020, 19:20:00
Atualizado: 22.04.2020, 19:20:09

Grandes hotéis de Salvador se oferecem para receber profissionais de saúde

Na quarentena, apenas 8 dos grandes estão funcionando; 95% dos estabelecimentos fechados

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Seguindo uma tendência vista Brasil afora, grandes hotéis de Salvador têm recebido profissionais de saúde e servidores da administração pública que estão no enfrentamento direto à covid-19.

No início desta semana, alguns diretores e gerantes de empreendimentos do ramo hotoleiro concordaram em alugar suas unidades à Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) ou do Município (SMS) para suporte aos casos de isolamento ou quarentena.

De acordo com o presidente da Federação Baiana de Hospedagem e Alimentação (FeBHA), Silvio Pessoa, foram feitos pacotes diretamente com as gestões públicas. "Entendemos que é mais simples e proativo utilizar estes equipamentos onde a adequação é mínima do que montar ou improvisar hospitais de campanha e, por isso, fizemos o chamado", conta ele, que também está à frente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes Bares e Similares de Salvador e Litoral Norte (SHRBS).

Segundo ele, dos 400 hotéis da cidade, 95% estão fechados.

"A hotelaria colocou seus funcionários em férias coletivas e assim que elas terminarem vamos aderir à suspensão dos contratos prevista pela MP 937 por mais dois meses. Nossa previsão de retorno é em julho", avalia. 

Por isso, Pessoa alerta sobre a dificuldade que hotéis, restaurantes e bares já estão enfrentando. Sem perspectivas de retorno imediato, o setor, reponsável por 20% do PIB da cidade, tem movido uma série de ações judiciais contra a Coelba, a Embasa e cartórios.

"Hoje faz exatamente um mês que bares e restaurantes da cidade estão fechados. São 6 mil estabelecimentos que continuam pagando água, luz, encargos, aluguel...Nossos funcionários estão perdendo empregos. As ações foram movidas pelo sindicato, que entende que as cobranças de água e luz têm que ser cobradas pelo consumo, e não pela demanda contratada", diz.

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