Grávidas que já receberam AstraZeneca devem tomar 2ª dose após fim da gestação e puerpério

brasil
19.05.2021, 20:21:33
(Shutterstock)

Grávidas que já receberam AstraZeneca devem tomar 2ª dose após fim da gestação e puerpério

Recomendação do Ministério da Saúde é para que grávidas que já tomaram a 1ª dose recebam 2ª dose com o mesmo imunizante, mas após o fim do período puerpério

O Ministério da Saúde divulgou uma nova recomendação de vacinação para gestantes e puérperas - incluindo as sem fatores de risco adicionais - que tomaram a primeira dose da vacina da AstraZeneca/Oxford/Fiocruz. De acordo com o comunicado divulgado pela pasta nesta quarta (19), as grávidas devem aguardar o fim da gestação e do período puerpério (até 45 dias pós-parto) para receber a segunda dose e completar o esquema vacinal com o mesmo imunizante.

Além disso, a recomendação da pasta é de que apenas gestantes e puérperas com comorbidades sejam vacinadas contra a Covid-19. E somente com a Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, ou a vacina da Pfizer/BioNTech.
Mesmo que não tenham doenças pré-existentes, grávidas e puérperas que já tenham recebido a primeira dose da vacina do Butantan ou da Pfizer, devem completar o esquema com o mesmo imunizante, no intervalo recomendado de quatro e 12 semanas, respectivamente.

A orientação é do Programa Nacional de Imunizações (PNI), após a suspensão temporária do uso do imunizante para esse público, por recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

De acordo com o Ministério da Saúde, até o dia 10 de maio, mais de 15 mil grávidas foram vacinadas com o imunizante da AstraZeneca no Brasil. A suspensão ocorreu após um “evento adverso grave”, quando uma grávida morreu após se vacina. No entanto, a possível relação com a vacina ainda é analisada. Antes da suspensão, 21 grávidas receberam vacinas de Oxford em Salvador.

Ministério pede atenção para sintomas

Ainda de acordo com a pasta, gestantes e puérperas que já receberam a vacina da AstraZeneca/Oxford/Fiocruz devem procurar atendimento médico imediato se apresentarem, nos 4 a 28 dias seguintes à vacinação, sintomas como falta de ar; dor no peito, inchaço na perna, dor abdominal persistente, sintomas neurológicos, como dor de cabeça persistente e de forte intensidade, borrada, dificuldade na fala ou sonolência, ou pequenas manchas avermelhadas na pele além do local em que foi aplicada a vacina.

O Ministério da Saúde ainda destaca que o benefício das vacinas em gestantes e puérperas se mantém favorável, e afirma que considerando que o risco de morte por covid-19 no Brasil foi 20 vezes superior ao risco de ocorrência de tromboses, em 2021.

Ainda de acordo com a pasta, as gestantes e puérperas pertencentes a outros grupos prioritários (trabalhadoras da saúde ou de outros serviços essenciais, por exemplo), poderão ser vacinadas após avaliação individual de risco e benefício a ser realizada em conjunto com o seu médico.

***

Em tempos de coronavírus e desinformação, o CORREIO continua produzindo diariamente informação responsável e apurada pela nossa redação que escreve, edita e entrega notícias nas quais você pode confiar. Assim como o de tantos outros profissionais ligados a atividades essenciais, nosso trabalho tem sido maior do que nunca. Colabore para que nossa equipe de jornalistas seja mantida para entregar a você e todos os baianos conteúdo profissional. Assine o jornal.


Relacionadas