Mazola diz que saída de Ronaldo 'desestabilizou' time do Vitória

e.c. vitória
12.12.2020, 05:00:00
"Sabemos que a grife do Vitória é muito grande, que é clube de Série A, e que não podemos vacilar", disse Mazola (Foto: Tiago Caldas/CORREIO)

Mazola diz que saída de Ronaldo 'desestabilizou' time do Vitória

Técnico também apontou desgaste da equipe e revelou que Vico passou mal no intervalo; Leão foi derrotado pelo Cruzeiro por 1x0 no Barradão

Em momentos como o que vivemos, o jornalismo sério ganha ainda mais relevância. Precisamos um do outro para atravessar essa tempestade. Se puder, apoie nosso trabalho e assine o Jornal Correio por apenas R$ 5,94/mês.

O técnico Mazola Júnior não pôde comemorar sua estreia à frente do Vitória. No primeiro jogo do comandante, o Leão foi derrotado pelo Cruzeiro por 1x0, no Barradão, na noite de sexta-feira (11), pela 28ª rodada da Série B. O único gol da partida foi marcado pelo zagueiro Ramon, ex-jogador rubro-negro.

Com a derrota, o Vitória segue na 14ª posição, com 33 pontos. Mas corre o risco de cair uma colocação, já que o Brasil de Pelotas ainda joga no domingo (13), contra o Guarani, em casa.

Apesar do resultado ruim, Mazola avaliou o primeiro tempo do Leão como 'aceitável'. Para o técnico, o problema surgiu com a saída de Ronaldo, que sentiu lesão na coxa e deixou o jogo ainda na etapa inicial. Como Lucas Arcanjo e César estão com covid-19, o substituto foi Yuri, do sub-20, marcando sua estreia como profissional. Mas, com menos de um minuto depois de entrar em campo, deu azar e sofreu o gol.

"Acho que o Vitória fez um primeiro tempo muito aceitável. Infelizmente, no único contra-ataque que o Cruzeiro fez acabamos criando a situação do Ronaldo. E, ali, eu acho que desestabilizou um pouco a equipe. Logo em seguida tomamos o gol de bola parada. E viemos muito abatidos para o intervalo do jogo", disse Mazola.

"Gostei muito da primeira parte, que foi uma equipe muito aceitável. No segundo tempo, tivemos problemas de ordem física. Com expulsão do Lucas Cândido, que não pode acontecer, a gente quer um time mais agressivo, só que tem que ter tranquilidade quando está amarelado. É uma falta que não havia necessidade. E ali, com um a menos, tudo complicou. E ainda viemos acusar ainda mais o desgaste dessa sequência muito intensa que a gente está tendo".

Na etapa final, Mazola sacou Vico e Thiago Lopes e promoveu as entradas de Ewandro e Gerson Magrão. O técnico explicou o motivo das substituições e revelou que o camisa 11 passou mal durante o intervalo do jogo.

"Em relação a entrada do Gerson, tanto o Thiago como o Vico, jogadores das extremas, estão em uma sequência gigantesca. Muito desgaste. Eles não vinham mais tendo rendimento, nem a dinâmica da primeira parte. Então a gente tentou refrescar. E a entrada do Gerson no lugar do Thiago, como Rafael estava acusando certo desgaste físico, a gente tentou fazer com que Magrão fizesse a linha da frente para poder ter um pouco mais profundidade, tanto do lado esquerdo como direito com Ewandro. O menino Vico vomitou praticamente três vezes antes de voltar do intervalo", explicou.

Mazola avaliou o ataque rubro-negro como positivo, mas viu necessidade de melhora no setor defensivo. O treinador sabe, porém, que as mudanças terão que ser feitas dentro do próprio elenco, já que não é mais possível realizar contratações para a Série B.

"Continuar o trabalho. Existe um modelo de jogo que vem sendo trabalhado. A parte ofensiva, com exceção de hoje, nas partidas que vi, achei que teve um rendimento aceitável. Vamos procurar melhorar o modelo de jogo defensivo. Acho que hoje, principalmente na primeira parte, tivemos quase perfeitos, com exceção daquele lance do Ronaldo. E vamos tentar dar uma refrescada, para ver se conseguimos arrumar soluções dentro do nosso plantel, porque não temos direito a contrações. Estamos limitados com algumas situações de covid-19 também. Vamos procurar melhorar o que temos de bom e corrigir as soluções que ainda estamos a falhar", comentou.

"Na parte ofensiva, estamos muito bem treinados, a coisa está funcionando. O grande problema, que nós não fomos muito efeitivos no segundo tempo, foi o desgaste e alguns problemas de ordem física. E volto a dizer: o grande problema da equipe do Vitória é buscar equilíbrio entre ataque e defesa", continuou Mazola.

Atualmente, o Leão está a 11 pontos do G4 e tem cinco a mais que o Figueirense, time que abre a zona de rebaixamento. As distâncias, porém, podem mudar com o complemento da rodada. Com o Z4 tão perto, o foco de Mazola é se afastar do fim da tabela.

"Nós não podemos mais ficar criticando, achando culpados. Temos que juntar forças. São esses jogadores que nós temos e com eles que nós vamos deixar o Vitória na Série B. Sabemos que a grife do Vitória é muito grande, que é clube de Série A, e que não podemos vacilar. Temos que deixar, no mínimo, o Vitória onde encontramos".

O rubro-negro volta a entrar em campo na próxima terça-feira (15), às 21h30, quando recebe o Juventude, no Barradão.

***

Em tempos de coronavírus e desinformação, o CORREIO continua produzindo diariamente informação responsável e apurada pela nossa redação que escreve, edita e entrega notícias nas quais você pode confiar. Assim como o de tantos outros profissionais ligados a atividades essenciais, nosso trabalho tem sido maior do que nunca. Colabore para que nossa equipe de jornalistas seja mantida para entregar a você e todos os baianos conteúdo profissional. Assine o jornal.


Relacionadas