Na CPI, lobista confirma relação de amizade com Jair Renan, filho '04' de Bolsonaro

brasil
15.09.2021, 18:05:16
Atualizado: 15.09.2021, 18:12:58
(Jefferson Rudy/Agência Senado)

Na CPI, lobista confirma relação de amizade com Jair Renan, filho '04' de Bolsonaro

Marconny Albernaz diz que comemorou aniversário em um camarote de propriedade do filho do presidente e que o ajudou na abertura de sua empresa

O lobista Marconny Albernaz de Faria admitiu, em depoimento à CPI da Covid nesta quarta-feira (15), que mantém uma relação muito próxima com Jair Renan, filho '04' do presidente Jair Bolsonaro.

No depoimento, Marconny falou da amizade com Jair Renan, disse que chegou a comemorar o seu aniversário em um camarote de propriedade do filho do presidente e que ajudou Jair Renan na abertura de sua empresa. 

Marconny afirmou que amizade com Jair Renan teve início assim que o filho do presidente chegou em Brasília. “Ele (Renan) queria criar uma empresa de influencer, e aí eu só apresentei ele para um colega tributarista que poderia auxiliar na abertura dessa empresa", disse.

Sobre a festa de aniversário em um camarote de Jair Renan, localizado no estádio Mané Garrincha, em Brasília, Marconny afirmou que a festa não infringiu regras sanitárias por conta da pandemia. A fala causou reação do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

“Mas não estou dizendo que o seu evento foi realizado de forma ilegal não. A ilegalidade não está na festa, a ilegalidade está no que se consegue nas festas, porque se elucida, com muita clareza, por que vale a pena contratar um Marconny”, reagiu o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

Em outro momento, Marconny preferiu ficar em silêncio, fazendo uso do direito concedido por um habeas corpus. Ele não respondeu sobre a atuação da ex-mulher de Bolsonaro Ana Cristina Valle na indicação de pessoas para o governo. 
Marconny é apontado pelos senadores que integram a CPI como um lobista que atua para a Precisa Medicamentos, empresa responsável pela negociação suspeita para a venda da vacina indiana Covaxin. O contrato de R$ 1,6 bilhão com o Ministério da Saúde acabou cancelado.

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