Nenhum ônibus está circulando em Salvador nesta sexta-feira (14); metrô funciona

salvador
14.06.2019, 05:34:00
Atualizado: 14.06.2019, 08:40:02
(Foto: Eduardo Dias/CORREIO)

Nenhum ônibus está circulando em Salvador nesta sexta-feira (14); metrô funciona

Rodoviários aderem à paralisação nacional geral

Quem precisar de ônibus nesta sexta-feira (14) em Salvador não terá disponível os veículos convencionais. Nenhum dos cerca de 2,7 mil veículos da frota regular está nas ruas segundo informações confirmadas pelo Sindicato dos Rodoviários do Estado da Bahia. Os representantes do sindicato informaram que estão nas garagens das empresas informando aos motoristas e cobradores sobre a adesão ao movimento. 

Morador do bairro do Rio Sena, Gilvan Costa, 34 anos, trabalha na produção de tunéis no CIA, em Simões Filho e precisou aguardar num ponto de ônibus em Praia Grande desde às 6h da manhã pelo transporte que a empresa mandaria buscá-lo. 

"A empresa avisou que mandaria um Uber. Estou aguardando desde 6h aqui em Praia Grande. Eu já estava ciente que não teria ônibus hoje. A empresa acertou comigo ontem mesmo para aguardar no local marcado. Vou aguardar, se nao aparecer nada eu vou para casa porque não tenho como pagar um transporte mais caro até lá", disse.

Em função da adesão  Prefeitura de Salvador autorizou a circulação de 300 micro-ônibus do Sistema de Transporte Especial Complementar (STEC), os 'amarelinhos'. De acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), a estratégia foi adotada para suprir a demanda de transporte da população.

Os micro-ônibus vão operar em roteiros específicos da cidade: Avenida Silveira Martins, Castelo Branco, Cajazeiras, Boca da Mata, Suburbana, Orla e Centro, tendo como principais destinos as regiões da Lapa, Ribeira, Iguatemi, Pituba e Itaigara. Por se tratar de uma operação especial, os veículos vão operar com itinerários flexíveis, de acordo com a demanda.

Além disso, a Semob autorizou a circulação de pelo menos 800 veículos do Transporte Escolar e do Transporte Turístico, que rodarão sem alteração no valor da tarifa, no valor de R$ 4.

Anderson tenta chegar no trabalho
Foto: Eduardo Dias/CORREIO

Anderson da Cruz, 23 anos, trabalha como carregador numa distribuidora de mercadorias em Fazenda Coutos há dois anos e nove meses. Ele decidiu aventurar no ponto na esperança de passar um ônibus para ir trabalhar. "Estou esperando o 'amarelinho' ou o carro que a empresa colocou no roteiro, mas está demorando muito, porque ainda está passando em outros bairros. Meu horário de trabalho normalmente é às 9h, mas como está essa situação hoje, me colocaram para pegar maia cedo, às 7h. Vou aguardar até passar um carro, não posso perder o dia. Ele avisaram que o importante é ir, depois ajustavam as horas. A parte ruim é so que eu ja estava acostumado a acordar mais tarde para oegar 9h, hoje acordei muito cedo", contou.

De acordo com a Central Única dos Trabalhadores (CTB), os microônibus metropolitanos também aderiram à greve.

De acordo com a Semob, a paralisação dos rodoviários nesta sexta ocasionará uma multa por "descumprimento de obrigação essencial dos contratos de concessão". O valor da multa é de R$ 1,120 milhão por cada dia paralisado, dividido entre as três empresas do Consórcio Integra.

“Os serviços devem estar continuamente disponíveis aos usuários, não podendo ser usado como justificativa greve de trabalhadores, comoções sociais ou protestos públicos que inviabilizem a prestação dos serviços ou reflitam no aumento de custo”, disse a Semob por meio de nota.

A CCR Metrô Bahia informou que a operação do metrô iniciou normalmente às 5h, com cinco trens circulando na Linha 1 e nove trens na Linha 2, e quatro ônibus (shuttle) entre o Aeroporto Internacional e a Estação Aeroporto. Neste momento, a operação conta com 14 trens circulando na Linha 1 e 19 trens na Linha 2, e quatro ônibus (shuttle) entre o Aeroporto Internacional e a Estação Aeroporto, conforme programação habitual em horários de pico, em dias úteis.

Foto: Leitor CORREIO/WhatsApp

"A concessionária informa ainda que 100% dos seus colaboradores estão trabalhando demonstrando, uma vez mais, seu compromisso com a população e com a mobilidade urbana", destacou a CCR, em nota. 

Os trens que ligam a Calçada a Paripe, por sua vez, também não estão funcionando. 

Foto: Eduardo Dias/CORREIO

Já o mototaxista Leilton Ribeiro, 37, que roda há três anos em Praia Grande, desde que decidiu largar o emprego na construção civil e se tornar autônomo, afirma que o movimento não está favorável para a categoria na Av. Suburbana nesta sexta. Segundo ele, as pessoas preferem ir de táxi ou uber.

"Não é pelo preço. A gente cobra o valor acessível. Iaso depende muito de onde é o destino. Daqui para Fazenda Coutos, por exemplo, pedimos R$ 20. Não podemos pedir muito além do normal, pois sabemos que a situação está difícil para todos. Mas essa vida é de aventura, corremos muitos riscos de acidentes, assaltos. Inclusive hoje, já teve um assalto aqui no ponto, mas foi um pouco antes de eu chegar. Já fui assaltado por pessoas se passando por passageiros", contou.

Leilton trabalha como mototaxista na região do Subúrbio
Foto: Eduardo Dias/CORREIO


Protestos e serviços
Nesta sexta, diversos setores de todo o país entrarão em greve geral para protestar contra a reforma da Previdência proposta pelo presidente Jair Bolsonaro.

Táxis e aplicativos
De acordo com Dênis Paim, presidente da Associação Geral dos Taxistas (AGT), a categoria trabalhará normalmente. "Todos os táxis estarão rodando normalmente. Entendemos a importância da greve, de cobrar, mas vamos manter o compromisso com a população". Ao todo, 7.296 taxistas atuam na capital baiana.

O Sindicato dos Motoristas por Aplicativos e Condutores de Cooperativas do Estado da Bahia (Simactter) também informou que os veículos rodarão normalmente pela cidade.

Escolas
De acordo com informações do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado (APLB-Sindicato) e do Sindicato dos Professores no Estado (Sinpro-BA), a categoria dos professores decidiu acatar a greve. Por conta disso, escolas, universidades e faculdades do ensino público, municipal e estadual, estarão em greve nesta sexta.

Já no caso do ensino particular, cada instituição definirá se funcionará ou não.

Por meio de nota, a Secretaria de Educação (SEC) informou que "o movimento é nacional e desencadeado pelas centrais sindicais", e que "a secretaria está orientando os gestores a manterem as atividades nas unidades escolares".

Bancos
De acordo com Augusto Vasconcelos, presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, a categoria aderiu à greve e os bancos não funcionarão amanhã. O CORREIO também tentou contato com a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), que informou não comentar sobre a paralisação.

Correios
Por meio de nota, os Correios informaram que "todas as unidades operacionais e de atendimento funcionarão normalmente" nesta sexta, sem alteração no expediente.

(Foto: Arquivo/CORREIO)

Shoppings
Os principais shoppings da capital baiana (Shopping da Bahia, Salvador Shopping, Salvador Norte Shopping, Barra, Bela Vista, Paralela, Center Lapa, Piedade, Itaigara, Paseo, Cajazeiras e Outlet Premium) informaram que funcionarão normalmente nesta sexta-feira (14), sem alteração no horário.

Mercados
As assessorias de comunicação dos grupos Walmart (Bompreço), Extra, GBarbosa, Perini, Mercantil Rodrigues, Assai e Pão de Açúcar informaram que as atividades das unidades serão mantidas nesta sexta-feira (14).

Defensoria Pública
Por meio de nota, a Defensoria Pública da Bahia informou que suspenderá o expediente na capital e no interior da Bahia nesta sexta-feira (14), por conta da paralisação dos rodoviários, o que dificulta o deslocamento de clientes e servidores.

Apesar disso, permanecerão em funcionamento serviços considerados essenciais ou os que não admitam interrupções, bem como os serviços administrativos. O atendimento dos casos urgentes e emergenciais será realizado em Salvador e nas cidades sedes de Regionais (Feira de Santana, Vitória da Conquista, Ilhéus, Itabuna, Juazeiro e Santo Antônio de Jesus).

Outros setores
De acordo com o presidente da Central Única dos Trabalhadores, Cedro Silva, outras categorias vão parar, como comerciários que atuam na Avenida Sete, vigilantes que atuam em bancos e funcionários da indústria. 

*Com supervisão do chefe de reportagem Jorge Gauthier


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