Noivos que casaram no Irã estão entre vítimas do voo ucraniano

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09.01.2020, 14:17:00
Atualizado: 09.01.2020, 14:18:06
(Reprodução)

Noivos que casaram no Irã estão entre vítimas do voo ucraniano

Eles estavam voltando para o Canadá, país que teve 63 cidadãos entre os mortos

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Duas das vítimas do acidente com o voo PS752 no Irã eram os recém-casados Arash Pourzarabi e Pooneh Gorji. Eles casaram na semana passada, no Irã, e estavam voltando para a cidade de Edmonton, no Canadá, onde moravam. O voo da Ukraine International Airlines partiu de Teerã para Kiev, na Ucrânia, onde o casal faria escala antes de seguir viagem. Pouco após a decolagem, a aereonave Boeing 737 caiu matando as 176 pessoas a bordo. 

Pourzarabi e Gorji eram pesquisadores do departamento de ciências da computação da Universidade de Aberta, no canadá. 

Estavam no voo 63 canadenses. O presidente da Sociedade Iraniana do Patrimônia de Edmonton, Reza Akbari, disse à Global News que pode chegar a 30 o número de vítimas do acidente que vivia na cidade. "Muitos eram estudantes da Universidade de Alberta, membros do corpo docente, membros da nossa comunidade", diz. 

Alguns dos passageiros inclusive teriam viajado para participar do casamento de Pourzarabi e Gorji.

O diretor da Universidade de Aberta, David Turpin, divulgou nota oficial lamentando as perdas. “É com profunda tristeza que descobrimos que vários integrantes da Universidade de Alberta morreram no trágico acidente de avião no voo PS752 no Irã. Palavras simplesmente não podem expressar a perda que eu sei que todos estamos sentindo”, diz o texto.

Outras vítimas
A obstetra Shekoufeh Coopannejad, 49 anos, também está entre os mortos. Ela trabalhava na clínica Northgate, em Edmonton. A médica viajava com as duas filhas, Saba e Sara, que nasceram no Irã e moravam no Canadá.

Sara, de 23 anos, se formou em Psicologia na Universidade de Aberta, onde também fez especializaçaõ em Sociologia. Saba, doias anos mais nova, estudava Medicina na mesma universidade. 

Outra família que vivia no Canadá era a de Pedram Mousavi, que viajou com a mulher, Mojgan Daneshman, acompanhado pelas filhas Darya Mousavi, de 14 anos, e Dorina Mousavi, de 9 anos.

Mousavi e a mulher eram professores do departamento de engenharia da Universidade de Aberta. 

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