Novo Peugeot 208 chega com motor antigo e custando a partir de R$ 74.990

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12.09.2020, 16:00:00

Novo Peugeot 208 chega com motor antigo e custando a partir de R$ 74.990

Em um momento delicado, marca francesa exagera no preço

Há dez anos a Peugeot vivia uns dos seus melhores momentos no mercado brasileiro. Seu principal produto na época, o 207 teve 39.845 unidades emplacadas no país em 2010. Três anos depois lançou no país o 208, mas ele não alcançou o mesmo sucesso. Seu melhor ano foi em 2014, com 23.520 licenciamentos, volume superior ao que a marca conseguiu com todos os seus produtos durante todo o ano passado: 21.612 unidades. A rede de concessionárias também encolheu e restam apenas duas lojas na Bahia, uma em Feira de Santana e outra em Salvador.

Anteriormente produzido no Rio de Janeiro, o 208 agora é feito na Argentina
Anteriormente produzido no Rio de Janeiro, o 208 agora é feito na Argentina
O porta-malas tem capacidade para 265 litros, 20 litros a menos que o anterior
O porta-malas tem capacidade para 265 litros, 20 litros a menos que o anterior
O interior segue o conceito i-cockpit, como o adotado no 3008
O interior segue o conceito i-cockpit, como o adotado no 3008 (Fotos: Peugeot)

Agora, a marca francesa quer reviver bons momentos com a segunda geração do 208, que chegou essa semana às concessionárias. No entanto, apesar da carroceria nova, o hatchback, que passou a ser produzido na Argentina, é equipado com o mesmo motor do modelo lançado em 2013 (1.6 litro que rende até 118 cv) e custa entre R$ 74.990 e R$ 94.990 - preços elevados para um desafiante. A depender da versão, o 208 concorre com produtos como Chevrolet Onix, que já teve 80.587 unidades comercializadas neste ano, Hyundai HB20 (49.184), Toyota Yaris (12.206) e Volkswagen Polo (27.506). Para o ano que vem, a Peugeot promete importar da Europa uma configuração elétrica do hatch. 

RESPONSABILIDADE
Os serviços de entrega cresceram na pandemia, é uma das melhores soluções para quem não quer se arriscar. Receber em casa. Mas alguém precisa levar, seja pilotando uma moto ou pedalando uma bicicleta. A questão é que alguns desses profissionais estão passando dos limites no trânsito, extrapolando leis e colocando pedestres, motoristas e outros motociclistas em risco. Alguns ciclistas estão transitando na contramão em avenidas com alto fluxo, como a Bonocô.

As empresas que contratam esses profissionais precisam investir em treinamento e não aceitar que alguém pilote de chinelo, por exemplo, o que é uma contravenção. Ifood, James, Rappy, Uber Eats e afins precisam cuidar melhor dessas pessoas e adequar melhor o tempo de entrega para não expô-las dessa maneira. É preciso ter responsabilidade.

As empresas de delivery precisam orientar melhor seus prestadores de serviço (Ilustração: Upklyak/Freepik)

900 MIL PICAPES
A Ford comemorou a produção de 900 mil unidades da Ranger para o mercado latino-americano na fábrica de Pacheco, na Argentina. Desde 1996, a maior parte foi destinada ao Brasil, com mais de 340 mil unidades. Os outros destinos são Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.

Desde 1996, 900 mil unidades da Ranger já foram produzidas na Argentina (Foto: Antônio Meira Jr./CORREIO)

NO BRASIL EM 2022
A Dacia, marca do grupo Renault responsável pelo desenvolvimento dos modelos Sandero e Logan, revelou nesta semana a terceira geração desses produtos. Os veículos mudaram completamente e terão estilos distintos. A Dacia ainda não divulgou as opções de motororização e detalhes técnicos, como as dimensões dos porta-malas. Mas está confirmado que essa nova geração irá utilizar a plataforma modular CMF-B, a mesma do Renault Clio. Esta arquitetura é fundamental para a redução de custos e será usada também pela Nissan em diversos países, inclusive no Brasil. Na Europa, Sandero e Logan chegarão às concessionárias ano que vem e, para o mercado brasileiro, a expectativa é que sejam lançados pela Renault em 2022.

A Dacia divulgou essa semana as primeiras imagens da nova geração do Sandero e do Logan (Foto: Dacia)


500 MIL ELÉTRICOS
A Nissan está comemorando a fabricação de 500 mil unidades do Leaf, carro totalmente elétrico. O marco de produção foi alcançado na fábrica em Sunderland, Inglaterra, quase uma década após o primeiro modelo ter sido colocado à venda. No Brasil, o carro é vendido desde o ano passado e custa R$ 209.990.

O Leaf, elétrico mais vendido do mundo, chegou a 500 mil unidades fabricadas (Foto: Nissan)

AJUSTE NA OFERTA
Lançada em abril, a nova geração do Tracker está fazendo sucesso e a Chevrolet anunciou que irá ampliar a oferta do motor 1 litro turbo. Assim, serão quatro opções com esse propulsor, que rende 116 cv.  O 1.2 litro, que desenvolve até 133 cv, será restrito à versão topo de linha, a Premier.

A Chevrolet ampliou a oferta do motor 1 litro turbo na linha Tracker (Foto: GM)

AVALIAÇÃO DA S10 HIGH COUNTRY
Publiquei essa semana a avaliação da linha 2021 da Chevrolet S10 High Country,  versão topo de linha da picape cabine dupla. Nessa configuração o utilitário custa R$ 213.290. Concorre com a Ford Ranger Limited (R$ 219.890), Mitsubihi L200 Triton Sport (R$ 232.990), Nissan Frontier LE (R$ 218.990), Toyota Hilux SRX (R$ 227.190) e Volkswagen Amarok Highline (R$ 220.650). 

Confira o vídeo com a versão topo de linha da S10

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