'Primeira impressão é espetacular', diz atacante Roberto, do Vitória

e.c. vitória
13.01.2022, 18:54:00
Roberto é um dos cinco atacantes contratados pelo Vitória para 2022 (Pietro Carpi/EC Vitória)

'Primeira impressão é espetacular', diz atacante Roberto, do Vitória

Jogador assumiu 'relaxada' nas férias, mas prometeu 'fazer guerra e conseguir as vitórias' no Leão

O setor ofensivo foi uma das maiores dores de cabeça do Vitória na Série B 2021. A pontaria dos atacantes passou longe de estar calibrada, e o Leão terminou com o segundo pior ataque da competição, junto com Londrina e Remo. Foram apenas 31 gols marcados em 38 jogos - só o lanterna Brasil de Pelotas, com 23 gols, teve número pior.

Com números tão ruins, o setor foi renovado para 2022. Dos 14 atletas recém-contratados, cinco são atacantes. Um deles é Roberto, um dos reforços mais experientes. Com 36 anos, ele já rodou o mundo do futebol e, só no ano passado, atuou por Juventude, Figueirense e Londrina.

O jogador foi apresentado pelo clube nesta quinta-feira (13), e falou sobre a responsabilidade de fazer gols. Roberto, porém, deixou claro que os atacantes dependem também de outros jogadores para completar a missão.

"O ataque, realmente, é para fazer gols. Mas não só os atacantes. Precisamos, às vezes, de uma bola parada, um lateral, um meia. Na marcação, a mesma coisa. Não só os zagueiros que defendem, já começa lá na frente, com a dedicação dos atacantes. Lógico, sou atacante, que vive de gols. É importante fazer gols, sim. Mas é um conjunto", afirmou.

"Lógico que quero fazer gols para ajudar a equipe. Mas, independente de quem faça os gols, que as vitórias venham e a gente consiga chegar na final do estadual, fazer uma boa Copa do Brasil, quem sabe sonhar com uma final. E o mais importante que vejo é ser campeão, ter o acesso da Série C para a Série B. O Vitória tem que estar na Série B, na Série A. É um clube muito grande", completou.

Roberto já atuou como centroavante, mas já admitiu preferir a ponta direita. Ele avaliou como é atuar em um setor desgastante, e garantiu que se sente bem para desempenhar o papel.

"Eu não sou centroavante. Já joguei nessa posição, mas sou mais de beirada (...) Hoje em dia, exige muito a parte física, de todas as posições. O extremo tem que marcar muito e sair com força para o ataque. Graças a Deus, tenho conseguido fazer isso bem. Há um ano e meio, consegui acesso com o Juventude nessa posição. Ano passado, cheguei na reta final com o Londrina, e consegui desempenhar bem. E conseguimos permanecer na Série B. Esse ano, com certeza vou dar o meu máximo, como sempre".

O atacante também assumiu uma 'relaxada' nas férias, mas prometeu fazer o melhor em campo a partir de agora. Ao que tudo indica, ele deve ser um dos titulares do rubro-negro no primeiro desafio, neste domingo (13), às 16h, contra o Juazeirense, no Barradão, pelo Campeonato Baiano. Afinal, Roberto foi um dos 11 escolhidos pelo técnico Dado Cavalcanti para começar o jogo-treino contra a equipe sub-20, o único antes da estreia no estadual.

"Cheguei um pouco abaixo porque dei relaxada nas férias (risos), aproveitei mais a família, meus pais, esposa, filhos. Está sendo pré-temporada curta, apenas dez dias. Lógico que não vai servir de muleta, mas vai ser um dos clubes com menor pré-temporada. Mas, independente disso, é fazer o nosso melhor, correr, se dedicar e, quem sabe, estrear com o pé direito".

Roberto, aliás, é um dos jogadores mais experientes do Vitória para a temporada 2022. De todo o elenco, ele só é mais jovem que Jadson e Dinei, ambos com 38 anos. Para o atacante, a mistura de várias idades em uma equipe é positiva.

"Realmente estou muito feliz de estar chegando ao Vitória. Por ser um atleta mais experiente, eu vejo que tem que ser uma mescla em um grupo de futebol, um plantel. Tem que ter jogadores experientes, assim como tem que ter jogadores jovens, com sua força. Aqui está assim. O grupo do Vitória está bem mesclado esse ano. E, com certeza, vou fazer meu máximo, eu e meus companheiros, para que a gente possa ter uma boa temporada".

O atacante acumula passagens por clubes como Ceará, Coritiba e Ponte Preta, no Brasil, além dos internacionais FC Tokyo e Albirex Niigata, do Japão, e Ulsan Hyundai, da Coreia do Sul. Mesmo com um currículo tão vasto, ele se mostrou impressionado com a estrutura do Vitória.

"Muito feliz de chegar ao Vitória. Um grande time, estrutura. Eu não conhecia a estrutura física. Primeira impressão é espetacular. Eu sou do Sul e sempre que vinha jogar contra o Vitória aqui sabia que era uma guerra. Esse ano, com certeza, vamos procurar fazer isso dentro de campo. Nossa casa tem que ser muito forte. E vamos procurar fazer guerra e conseguir as vitórias, que é o mais importante", comentou.

"A gente sabe da grandeza do Vitória, da importância de fazer uma grande Série C e voltar para o cenário de Série B, que é onde o Vitória merece estar. No mínimo, a Série B, dois, três anos na Série A. A estrutura que se dá de trabalho, o estádio, o centro de treinamento... Esse clube realmente é grande, então tem que estar ali em uma Série A, Série B. A gente vai fazer de tudo para isso. A gente sabe da importância que vai ser essa Série C e, com certeza, não vai faltar empenho da gente para voltar o Vitória à Série B", finalizou Roberto.

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