'Quero ser o presidente de todos os rubro-negros', diz Carneiro

e.c. vitória
24.04.2019, 23:00:51
Atualizado: 25.04.2019, 13:18:21
Carneiro mandou abraço para adversários e pediu a união do Vitória (Maurícia da Matta / EC Vitória)

'Quero ser o presidente de todos os rubro-negros', diz Carneiro

De volta ao Vitória, ele se emocionou no discurso de posse

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Como presidente do Vitória de 1991 a 2005, Paulo Carneiro ficou conhecido pelo estilo rígido, direto, até mesmo truculento. Mas o homem de 68 anos, reconduzido à presidência do seu clube após 14 anos, não resistiu.

Visivelmente emocionado, o mandatário foi empossado na noite desta quarta-feira (24), no Barradão, logo após ser declarado vencedor das eleições com 67,86% dos votos válidos. E confessou a emoção.

"Uma emoção que não tenho nem palavras. Eu vou viver ainda mais essa emoção amanhã, quando chegar no clube cedo para trabalhar. Um filme vai passar na minha cabeça. Espero estar à altura da confiança dessa massa rubro-negra. E estarei", afirmou.

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No discurso de posse, Carneiro lembrou a sua história como presidente do Vitória entre 1991 e 2005 e dos desafios que viveu naquela época.

"Vivo um momento especial na minha vida. Há muitos anos atrás um grupo de jovens rubro-negros assumiu esse clube numa situação muito parecida de dificuldades, mas melhor do que a atual. Melhor porque éramos um clube menor, com 11% da torcida do estado e problemas financeiros menores. Trabalhamos duramente por 17 anos. E em cima de derrotas e vitórias começamos a construir um clube dos nossos sonhos", recordou.

Nos seus primeiros minutos à frente do Leão, deu o recado: para recuperar o Vitória, será preciso vencer as diferenças políticas.

"Agora não somos mais 11% do estado, somos mais de 40%. Preciso que todos nós tenhamos ciência da gravidade do problema que vamos encontrar. Vamos comemorar? Vamos. Eu, mais do que ninguém. Só eu sei o quanto foi difícil estar aqui. Quantas lutas na Justiça. Mas o recado é claro: esse clube precisa voltar ao estádio e se associar", declarou Carneiro.

"Agora, mais do que nunca, esse clube precisa aprender a debater internamente as suas diferenças. Quero deixar meu abraço para Raimundo Viana, Isaura (Maria) e até para (Gilson) Presídio. Quero ser o presidente de todos os rubro-negros, sem exceção. A porta da sala da presidência vai estar aberta para todos", completou, citando todos os adversários na eleição.

Para finalizar, Paulo Carneiro quis pôr fim às polêmicas: "Durante os últimos anos fui gratuitamente atacado. Mas, para mim, esse assunto é passado. Vamos construir juntos um novo Vitória. Agora, um Vitória vencedor. Campeão. Pode demorar um pouquinho, mas superando as diferenças em prol do amor pelo clube, nós vamos conseguir".

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