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Da Redação
Publicado em 6 de julho de 2019 às 17:43
- Atualizado há 2 anos
O governador Rui Costa decretou três dias de luto na Bahia por conta da morte do cantor João Gilberto, neste sábado (6), aos 88 anos. Ele divulgou nota em suas redes sociais lamentando a perda.>
"Pai da Bossa Nova, João Gilberto ajudou a projetar a imagem da Bahia e da música brasileira para o mundo. Hoje, sua morte silencia a música. Meus sentimentos aos familiares, amigos e fãs de um dos mais ilustres filhos de Juazeiro, que se tornou uma referência para as gerações de músicos que vieram depois da Bossa Nova", diz a mensagem. "Os baianos têm orgulho de João Gilberto e por isso preservaremos seu legado. Que Deus conforte todos neste momento de dor. Decreto três dias de luto oficial na Bahia pela morte de João Gilberto">
O prefeito de Salvador, ACM Neto, também divulgou nota lamentando a morte. "A cultura brasileira está de luto com a morte de João Gilberto, artista baiano que revolucionou a maneira de cantar e tocar violão e ajudou a levar a Bossa Nova para o mundo. Não tem quem não lembre com carinho de uma canção interpretada por João Gilberto, baiano que revolucionou a música brasileira. Só temos a agradecer pela genialidade e sensibilidade deste artista que muito contribuiu para divulgar Salvador e a Bahia em todo o mundo", diz o texto.>
Vida pela música João Gilberto Prado Pereira de Oliveira nasceu em 10 de junho de 1931 em Juazeiro. Filho do comerciante Joviniano Domingos de Oliveira e de Martinha do Prado Pereira de Oliveira, ele viveu na cidade baiana até 1942, quando foi estudar em Aracaju. Voltou quatro anos depois. Desde pequeno, participava da banda da escola e tinha contato com música em casa. O pai tocava cavaquinho e saxofone. Na infância, ouviu muito Orlando Silva, Caymmi e Carmen Miranda.>
Ganhou do pai o primeiro violão, aos 14 anos. Na cidade natal, formou seu primeiro conjunto vocal, batizado de Enamorados do Ritmo. Em 1947, se mudou para Salvador, onde viveu por três anos e decidiu deixar os estudos para se dedicar totalmente à música. >
Em 1950, foi para o Rio de Janeiro ao receber um convite para participar do grupo vocal Garotos da Lua. O conjunto gravou dois discos de 78 rpm e ganhou destaques nas rádios locais. João deixou o grupo por conta de incompatibilidades e problemas com atrasos. Gravou em 1952 um disco solo para a gravadora Copacabana - sem violão. >
João concluiu em 1961 a trilogia considerada fundamental para a Bossa Nova: “Chega de saudade” (1959), “O amor, o sorriso e a flor” (1960) e “João Gilberto”. (Foto: Divulgação) O trabalho dele também foi objeto de briga na justiça. A defesa do cantor pedia uma revisão no valor de uma indenização da gravadora EMI Records, hoje controlada pela Universal Music. Em 2015, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) proibiu a empresa de vender os discos do artista sem seu consentimento. A Universal não comenta o caso.>
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