Tênis: um bom exemplo para convivência?

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25.06.2019, 05:00:00
Atualizado: 22.07.2019, 19:34:31

Tênis: um bom exemplo para convivência?

Percebo no tênis, dentro da tetralogia que escrevo, o exemplo mais claro da relação que devemos evitar em qualquer convivência: uma disputa acirrada e constante. São dois adversários em extrema competição e, ainda, ambos sempre tentando dificultar o jogo (a vida) do outro em todas as possibilidades. Tudo por uma conquista e benefício individual.

A origem da palavra comum vem de duas: “como” e “um”. São dois (ou mais) pensando como um, com objetivo comum. No tênis, a única coisa em comum são as regras - tal qual existe em qualquer grupo. Todo o resto é concorrência belicosa declarada. Como todo esporte individual, são dois atletas em confronto, onde somente um vencerá - inexiste interação colaborativa, empatia, tampouco sinergia. Será o TÊNIS - um bom exemplo para a convivência?

O embate pessoal nessa modalidade de esporte é tão difícil que é vetada, entre as partes, a comunicação direta - a ferramenta mais necessária e poderosa de qualquer relação -, ela se dá através de um terceiro! Assim, juridicamente, se enquadrando como um típico cenário de uma audiência.

Ter o seu certo grau de individualidade é fundamental para a sobrevivência e evolução. Competir em determinados assuntos na caminhada é necessário, moral e salutar, faz parte do “show da vida”. São condições do tênis e da convivência: a procura por conhecimento, processos seletivos, profissionalização, conquistas de posições, busca de reconhecimento, etc. O que não deve acontecer em competições são desonestidades, privilégios, assim como, provocações emocionais para o desequilíbrio do adversário. Os êxitos têm que vir somente pelo mérito pessoal, irrevogável e intransferível. Um mau exemplo são os privilegiados em suas “carreiras”, que, sem idoneidade, invadem pela “janela” (parental ou fraternal) para confiscarem, em detrimento de outros cidadãos, cargos da coisa pública pela usucapião, como fruto da leniência dos seus pares – muitos, piamente, até bravos defensores da ética e da moralidade. Estes não têm as virtudes para uma justa esportividade, leia-se convivência.

Em nossas relações, seja familiar, conjugal, filial ou fraternal, não deve ocorrer qualquer concorrência. Mas caso ocorra, é necessário ter uma DR (Dedicação à Relação) utilizando-se da melhor ferramenta, com toda boa vontade - buscando compreender a compreensão do outro. Cuidando um dos outros. Ninguém solta ninguém. 

No labor diário, devemos ter clareza, que nos traga paz, a qual só a sentimos plena pelo coração, quando apaziguado pela consciência bem nutrida de que a nossa conduta foi a mais empenhada e justa que conseguimos oferecer. Se errarmos, que seja porque somos humanos em processo de evolução, com nossas limitações. O merecimento é inevitável, atemporal e imensurável – e quando  chegar, que venha intenso de experiência e conhecimento do aprendizado.

É confortante ter consciência que a “luz” que encandeia o nosso caminho, é a mesma que, nas provações, nos dá fé e força para aceitação, resiliência e perseverança para agirmos de forma mais assertiva. Bastante também para nos motivar às mudanças necessárias - e suportar, caso ocorram, as inclementes dores (ou meros incômodos pela saída da zona de conforto?). O esporte pode ser individual - assim como a vida  é -, mas o que não nos faltam são pressões para apertar a nossa mente! 

Com as simbologias e as exigências do tênis, venho aprendendo a ter mais disciplina, a me concentrar mais em minhas habilidades e potenciais,  exercitar a subordinação às regras,  estudar os comportamentos alheios - sendo mais perspicaz, como também a ser mais compreensivo com as limitações com quem labuto, posto que tenho as minhas. Tentando praticar os ensinamentos do grande mestre de “oferecer a outra fase” e “amar o próximo como a ti mesmo”. 

Ciente, sigo empenhado para que o resultado de minhas ações individuais seja o mais positivo que puder oferecer, posto que refletirá no grupo no qual estiver inserido. Pela cidadania, ser exigente quanto às forças justas, sempre priorizar os mais desassistidos e ser atento aos direitos e deveres comuns aos cidadãos na sociedade. Busco praticar o exemplo (o melhor conselho) de Gilberto Gil, o mais completo dos humanos, quando nos ensina como ele vê o mundo: ‘Pela lente do amor, vejo tudo crescer, vejo a vida mil vezes melhor... Sou capaz de entender os detalhes da alma de alguém”. 

Prepara-te e jogue-te!

Sergio Bitencourt é empresário e ex-dono da mesa de pingue-pongue da rua Ubaranas-Amaralina, que alucina multidão. @serginho_bitencourt


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