Veja cinco curiosidades sobre o hepta do Bahia

e.c. bahia
28.09.2019, 05:00:00
Atualizado: 02.10.2019, 10:42:10
Jorge Campos em ação pelo Vitória na final de 1979. A venda dele ajudou o Bahia a construir o CT do Fazendão (Foto: Gildo Lima/Arquivo Correio)

Veja cinco curiosidades sobre o hepta do Bahia

Sequência de títulos teve o primeiro contato entre o tricolor e Evaristo de Macedo

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O primeiro contato com o Mestre
Evaristo de Macedo está eternizado nos corações tricolores por ser o técnico do time campeão brasileiro de 1988, mas talvez pouca gente saiba que o Mestre também participou da campanha do hepta. E foi justamente no primeiro título da sequência, em 1973. Aquela também foi a primeira passagem pelo Bahia do então jovem treinador de 39 anos, que havia sido campeão pernambucano pelo Santa Cruz no ano anterior. Ex-jogador de sucesso no Flamengo, Barcelona, Real Madrid e com passagem abreviada pela Seleção Brasileira porque jogava no exterior (ele ficou fora da Copa de 1958 porque o Barcelona não liberou), Evaristo havia iniciado a carreira como treinador seis anos antes, no América-RJ. Depois, trabalhou no Fluminense, Vasco e Fluminense de Feira, além do Santa Cruz, até chegar ao Bahia. Hoje aos 86 anos e depois de treinar o tricolor por seis vezes, Evaristo está aposentado e mora no Rio de Janeiro.

O “Senhor Fazendão” jogou no Vitória
 A história a seguir é de um homem que leva os campos do Fazendão não só no sobrenome, como em sua história de vida. O atacante Jorge Campos significou uma mudança de patamar para o Bahia. Graças à venda dele para o Atlético Mineiro por 5 milhões de cruzeiros, em 1977, somada ao dinheiro recebido pela venda da Fazendinha para o Baneb (extinto Banco do Estado da Bahia), o clube comprou o terreno e ergueu o atual centro de treinamentos, em Lauro de Freitas. O centroavante de origem, que no tricolor se adaptou à ponta direita para não concorrer com Beijoca, esteve presente nos cinco primeiros títulos da sequência. Depois de passar a temporada de 1978 no Galo, Jorge Campos acabou contratado pelo Vitória em 1979. No Ba-Vi do hepta, ele jogou no sacrifício e acabou substituído no intervalo devido a uma lesão. Aos 65 anos, mora no bairro do Imbuí e é um dos beneficiados pelo programa Dignidade aos Ídolos mantido pelo Bahia, que paga uma ajuda de custo de um salário mínimo para jogadores com relevantes serviços prestados e em dificuldade financeira.

Um Ba-Vi, dois irmãos
O Ba-Vi do hepta confrontou dois irmãos: os técnicos Zezé e Aymoré Moreira, o primeiro comandando o Bahia e o segundo, o Vitória. Não eram quaisquer treinadores. Aymoré treinou a Seleção Brasileira que conquistou o bicampeonato mundial na Copa de 1962, no Chile. Zezé não trouxe a taça, mas foi o técnico do Brasil na Copa de 1954, na Suíça. Zezé, inclusive, comandou o Bahia em três dos sete títulos da campanha: 1975, 1978 e 1979, sendo campeão invicto nos dois primeiros. Coincidentemente, os irmãos faleceram no mesmo ano, em 1998. Zezé no Rio; Aymoré em Salvador, onde havia ficado residência após encerrar a carreira no futebol.

Bahia em Dias D’Ávila
O Bahia está contando os meses para se mudar para a Cidade Tricolor, novo centro de treinamento do clube que tecnicamente fica no município de Camaçari, porém cujo acesso só é feito por Dias D’Ávila. Estamos falando de 2020, mas a verdade é que ficar concentrado em Dias D’Ávila não é novidade na história tricolor. No Campeonato Baiano de 1979, o Vitória ganhou os dois primeiros turnos e, por isso, foi com quatro pontos para o terceiro e decisivo turno contra o Bahia, que acabou vice em ambos e entrou na disputa com dois pontos. Ou seja, o hepta só viria se o tricolor revertesse a vantagem rubro-negra nos embates finais – vale lembrar que o triunfo na época valia dois pontos. E foi aí que o Bahia se refugiou na cidade da região metropolitana antes da decisão começar. O time passou duas semanas treinando em Dias D’Ávila, às vezes também na vizinha Pojuca, focados nos Ba-Vis. Deu resultado: ganhou o primeiro por 2x1, empatou o segundo por 0x0 e, no clássico de desempate, ganhou por 1x0 com o famoso gol de Fito.

Torcidas organizadas
 O período compreendido a partir de 1969 – quando surge a corintiana Gaviões da Fiel - até o início dos anos 80 marcou a fundação das torcidas organizadas no futebol brasileiro, e no Bahia não foi diferente. No embalo dos títulos conquistados, surgiu em 1976, no bairro do Barbalho, a Torcida Povão, primeira grande organizada tricolor. Na antiga Fonte Nova, ela se posicionava no canto da ferradura, no anel superior. Em 1978 surgiria a Bamor, que com o passar do tempo se consolidou como a maior organizada do clube.

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