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Amanda Cristina de Souza
Publicado em 18 de fevereiro de 2026 às 09:43
Com foco na estratégia institucional que terá 54 das 81 cadeiras em disputa direta, a eleição de outubro renovará 2/3 do Senado Federal, conforme prevê a Constituição Federal, arg. 46. Mais do que uma mudança de comando, a votação é vista como um “ponto de inflexão” para definir quem controla as prerrogativas exclusivas da chamada casa alta, como o julgamento de impeachments e a aprovação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).>
Os senadores eleitos assumirão mandatos de oito anos em fevereiro de 2027. Segundo analistas políticos, a composição será decisiva tanto para o governo quanto para a oposição, já que o Senado tem a palavra final na aprovação das indicações presidenciais para a Procuradoria-Geral da República (PGR), a presidência e diretoria do Banco Central e os tribunais superiores.>
O cenário atual mostra que o centro e a centro-direita dominam o plenário, mas são justamente essas legendas que também podem perder espaço. Conforme dados do Senado Federal, a exposição das siglas é alta: >
Entre 2027 e 2030, a composição do Supremo Tribunal Federal (STF) passará por um ciclo de renovação compulsória. Integram esse ciclo de aposentadorias compulsórias, conforme a regra dos 75 anos, os ministros Luiz Fux (2028), Cármen Lúcia (2029) e Gilmar Mendes (2030), salvo alterações constitucionais>
Este cronograma justifica o deslocamento do foco político para o Senado. Como a aprovação de ministros exige maioria absoluta (41 votos) e alterações no rito do Judiciário demandam 49 votos (PEC), a composição da casa alta torna-se o principal objetivo estratégico para as eleições de 2026. >
Setores da oposição já articulam publicamente a meta de ampliar suas bancadas para influenciar não apenas o Legislativo, mas a própria fisionomia da Corte. No tabuleiro brasiliense, o controle dos 49 votos deixa de ser apenas uma meta para reformas econômicas e passa a ser o filtro por onde passará o equilíbrio entre os poderes na próxima década.>
Senado 2026
Diferente do pleito de 2022, em 2026 o eleitor terá dois votos para o Senado. Regras importantes para não anular o voto:
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