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Orçamento do FGTS de R$ 160,2 bi impulsiona moradias e avalia novas faixas de renda

Recursos  focam na sustentação do Minha Casa, Minha Vida e na ampliação do teto para mitigar inflação do setor imobiliário.

  • Foto do(a) author(a) Matheus Marques
  • Matheus Marques

Publicado em 23 de maio de 2026 às 09:00

Minha casa, Minha vida em Salvador
Investimentos do Minha casa, Minha vida em Salvador Crédito: Divulgação

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) assumiu a posição de principal mantenedor do desenvolvimento urbano e habitacional do mercado brasileiro. Com uma previsão de R$ 160,2 bilhões aprovada para o exercício de 2026, os recursos oriundos das contas dos trabalhadores garantem o suporte financeiro essencial para a construção e aquisição de unidades do programa Minha Casa, Minha Vida.

FGTS por Divulgação

O rateio estratégico definido pelo Conselho Curador do fundo demonstra o foco na habitação:

habitação geral: R$ 144,5 bilhões destinados ao financiamento imobiliário.

segmento popular: R$ 125 bilhões reservados especificamente para moradias de interesse social.

Ajuste de tetos e diretrizes do conselho

A aprovação do plano de aplicação ocorreu em regime de unanimidade pelo conselho gestor, presidido pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, atendendo à proposta encaminhada pelo Ministério das Cidades.

O objetivo é dar previsibilidade aos cronogramas do Novo PAC e manter o fluxo de entregas do Minha Casa, Minha Vida, que são o foco do governo federal.

A meta de reavaliar o teto de renda familiar e o valor máximo das propriedades financiadas serve para frear o impacto da inflação imobiliária nas metrópoles.

Esse encarecimento de insumos e terrenos vinha dificultando a permanência da classe média nas faixas de juros mais baratas do programa e limitando os lançamentos das construtoras dentro do teto atual de mercado.

A engrenagem financeira e a força do emprego

Diferente do modelo aplicado na maioria das nações, onde as linhas habitacionais dependem estritamente das taxas de bancos comerciais, o ecossistema brasileiro adota uma função híbrida.

O FGTS remunera os saldos das contas do emprego formal e canaliza esse capital para lastrear financiamentos com taxas significativamente menores que as do mercado livre. O resultado dessa operação movimenta de ponta a ponta a cadeia de fornecedores da construção civil.

Segundo dados técnicos da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, a cada R$ 1 milhão investidos em habitação popular, são criados 30 empregos diretos e indiretos. Com a liberação do orçamento global planejado para o período, o mercado projeta a geração de mais de 3,8 milhões de empregos em todas as regiões do país até o fim de 2026.

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