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Tempo no cargo de ministros do STF vira novo campo de disputa política

Com apoio de Lula, proposta quer acabar com a 'estabilidade eterna' na Corte; orçamento para julho de 2026 prevê aumento que impacta todo o funcionalismo

  • Foto do(a) author(a) Juliana Rodrigues
  • Juliana Rodrigues

Publicado em 5 de março de 2026 às 11:15

Ministros da Primeira Turma do STF
Ministros da Primeira Turma do STF Crédito: Gustavo Moreno/STF

Ocupar o topo do Judiciário brasileiro é exercer um poder sem prazo determinado de duração. Sem mandatos com tempo determinado, os ministros do STF permanecem no cargo por décadas, cenário que alimenta discussões acaloradas sobre os rumos da nossa democracia. O debate sobre a fixação de mandatos ganha força e coloca em xeque a estrutura atual da Corte máxima do país.

Lula em reunião por Valter Campanato/ Agência Brasil

Mandato no STF: Lula quer fim da 'estabilidade eterna' 

O debate sobre o tempo de permanência no STF saiu dos bastidores e virou pauta central. O presidente Lula defende abertamente que os ministros tenham prazo de validade no cargo, criticando a possibilidade de permanência por décadas na Corte."É muito tempo", disparou o petista em fevereiro de 2026 ao portal UOL. Hoje, o sistema garante uma blindagem: uma vez aprovado pelo Senado, o indicado assume um cargo sem mandato fixo, permanecendo na Corte até a aposentadoria compulsória aos 75 anos. A reforma quer alterar essa estrutura institucional, permitindo renovação periódica das cadeiras do Supremo.

A PEC da bengala e o bilhete premiado

A atual duração potencial dos mandatos foi ampliada pela ‘PEC da Bengala’ (2015), que esticou a aposentadoria compulsória para os 75 anos. Para os críticos, a medida imobiliza o tribunal diante de trocas de governo e mudanças sociais. Mas o peso não é apenas político, é também fiscal. Cada ministro recebe hoje R$ 46.366,19 mensais, valor que serve de “régua” para o teto de todo o funcionalismo público.

Salário no topo: novo salto em julho de 2026

O impacto fiscal também entra no radar.  Nos bastidores de Brasília, já ecoam articulações para uma proposta de recomposição salarial que poderia chegar a 8% a partir de julho de 2026. Embora o movimento ainda dependa de um projeto de lei formal e de espaço no Orçamento, o mercado financeiro observa com lupa: qualquer alteração no subsídio do STF gera um “efeito cascata” imediato em diversas categorias, reafirmando o subsídio do STF como referência do teto remuneratório do funcionalismo.

Tags:

Stf Supremo Tribunal Politica