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Lula negocia trocas no primeiro escalão para montar base de 2027 e enfrentar 2026

Com Senado no centro da estratégia, governo tenta transformar ministérios em palanques regionais

  • Foto do(a) author(a) Matheus Marques
  • Matheus Marques

Publicado em 4 de março de 2026 às 09:09

Lula e Fernando Haddad
Lula e Fernando Haddad Crédito: Antonio Cruz/Agência Brasil

Com a proximidade do pleito de 2026, o tabuleiro político brasileiro entra em sua fase mais decisiva. Com o prazo de desincompatibilização batendo à porta, período em que ocupantes de cargos públicos precisam se afastar para disputar as eleições, o governo Lula se prepara para uma "debandada" estratégica em seu primeiro escalão.

O plano do Planalto para evitar o vácuo de poder

Se à primeira vista a notícia de uma reforma ministerial forçada pode assustar, sob o viés político ela é parte de um plano coordenado. O Palácio do Planalto trabalha junto aos seus ministros a melhor data para anunciar os desligamentos, garantindo que a continuidade das políticas públicas não seja afetada enquanto as principais apostas do governo se lançam nas disputas estaduais.

A ofensiva no Senado

Um dos focos centrais dessa movimentação é o Senado Federal. Para o presidente Lula (PT), ampliar a base aliada na "Casa Alta" é vital para pautar decisões relevantes e garantir governabilidade em um eventual novo mandato, a partir de 2027. Por isso, os nomes que ocuparão as cadeiras em disputa estão sendo escolhidos com rigor cirúrgico.

Gleisi Hoffmann, Ministra da Secretaria de Relações Institucionais do Brasil, oficializou que deve buscar uma das vagas ao Senado pelo Paraná. Sua candidatura é estratégica e envolveu longas negociações, já que Gleisi é peça-chave na articulação entre o Congresso e o Planalto. Outros pesos-pesados que já admitem publicamente a possibilidade de deixar a Esplanada até 4 de abril são Simone Tebet (MDB) e Rui Costa (PT), que deve tentar o Senado.

O dilema de Haddad: entre a Fazenda e a resistência eleitoral

No centro das atenções também está o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Enquanto o presidente Lula tenta convencê-lo a disputar o Governo de São Paulo, principal colégio eleitoral do país, Haddad ainda apresenta resistência. O chefe da equipe econômica tem declarado que planeja não se candidatar a nenhum cargo em 2026, mas em Brasília, a palavra final costuma vir apenas nos últimos minutos do prazo eleitoral.

Veja lista de prováveis movimentações:

Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços: Geraldo Alckmin deve ser candidato à reeleição como vice-presidente;

Educação: Camilo Santana (PT) deve ser candidato ao governo do Ceará;

Transportes: Renan Filho (MDB) deve ser candidato ao governo de Alagoas;

Esporte: André Fufuca (PP) deve concorrer ao Senado;

Portos e Aeroportos: Sílvio Costa Filho (Republicanos) planeja ser candidato ao Senado por Pernambuco;

Integração e Desenvolvimento Regional: Waldez Goés (PDT) é cotado para ser candidato a senador pelo Amapá; 

Secretaria de Comunicação da Presidência: Sidônio Palmeira deve deixar o governo para fazer o marketing da campanha de reeleição do presidente Lula;

Meio Ambiente: Marina Silva (Rede) é cotada para disputar uma vaga ao Senado;

Cidades: Jader Filho (MDB) deve ser candidato a deputado federal pelo Pará;

Agricultura: Carlos Fávaro (PSD) será candidato à reeleição para o Senado por Mato Grosso;

Pesca: André de Paula (PSD) será candidato a deputado federal por Pernambuco;

Igualdade Racial: Anielle Franco (PT) avalia ser candidata à deputada federal pelo Rio de Janeiro;

Desenvolvimento Agrário: Paulo Teixeira (PT) será candidato à reeleição como deputado por São Paulo;

Empreendedorismo: Márcio França (PSB) planeja se candidatar ao governo de São Paulo;

Minas e Energia: Alexandre Silveira (PSD) avalia ser candidato ao Senado por Minas Gerais;

Direitos Humanos: Macaé Evaristo (PT) deve ser candidata à deputada estadual em Minas Gerais;

Povos Indígenas: Sônia Guajajara (PSOL) deve ser candidata à reeleição como deputada federal por São Paulo;

Previdência Social: Wolney Queiroz (PDT) deve ser candidato a deputado federal por Pernambuco.

Tags:

Brasil Ministros Politica Eleição 2026