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Millena Marques
Publicado em 11 de janeiro de 2026 às 14:34
A imagem de Nosso Senhor do Bonfim foi conduzida em procissão marítima, na manhã deste domingo (11), até a Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia, no Comércio. O cortejo pelo mar, organizado pelo Santuário do Senhor do Bonfim, antecede a tradicional Lavagem do Bonfim, marcada para a próxima quinta-feira (15), quando a imagem retorna à Colina Sagrada em caminhada a pé. >
A programação começou às 8h, com a celebração de uma missa em frente à Igreja da Penha, na Ribeira, local histórico que acolheu a imagem pela primeira vez após sua chegada a Salvador, no século XVIII. Em seguida, por volta das 9h, a embarcação com o Senhor do Bonfim percorreu a Baía de Todos-os-Santos, passando pelo Porto da Barra, antes de seguir até o Terminal Náutico da Bahia, no Comércio, onde o cortejo foi finalizado.>
Procissão marítima do Senhor do Bonfim
O traslado contou com apoio da Prefeitura de Salvador. Para o diretor de Turismo da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), Gegê Magalhães, a procissão marítima integra o conjunto de ritos que compõem a festa do Senhor do Bonfim. “É um momento que vai além do turismo religioso. Ele expressa a devoção do soteropolitano e fortalece um dos maiores símbolos da fé na cidade”, afirmou.>
Segundo o padre Edson Menezes, reitor da Basílica Santuário do Senhor do Bonfim, a escolha da Penha como ponto de partida reforça o valor histórico da celebração. “Esse evento resgata a memória da chegada da imagem, há 281 anos, quando foi acolhida nesse local. A procissão marítima e a caminhada de quinta-feira são expressões de fé que se complementam”, destacou.>
O reitor acrescentou que os dois momentos passam a integrar de forma definitiva a programação religiosa. “A tradição precisa acompanhar o tempo, se adaptar às novas realidades, sem perder sua essência”, disse.>
Já o juiz presidente da Irmandade do Santuário do Senhor do Bonfim, Marcelo Sacramento, ressaltou que a procissão também homenageia o capitão Teodósio Rodrigues de Faria, responsável pela construção da basílica. “Esse é o quarto ano da procissão marítima. Aos poucos, ela vem se consolidando como mais um momento tradicional da festa”, afirmou.>