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Nauan Sacramento
Publicado em 2 de abril de 2026 às 05:30
A busca pela praticidade e pelo custo-benefício definiu o movimento nos mercados de peixe da capital para a Semana Santa de 2026. A pescada amarela disparou como a favorita, superando espécies tradicionais devido ao seu tamanho e facilidade de preparo. “O que está mais saindo é pescada amarela porque tem pouca espinha”, confirma o vendedor Jefferson Amorim, que atua no Mercado do Peixe, em Água de Meninos, em Salvador. >
A inflação dos pescados considerados "nobres" forçou mudanças no cardápio das famílias. Dona Maria da Graça Moraes, de 67 anos, viajou de Feira de Santana exclusivamente para a compra, mas adaptou a escolha. “Gosto mais de salmão, não vou mentir, mas como está muito caro e o dourado também, vim pegar um amarelo que é bem grande e dá para aproveitar”, explicou.>
Além da versatilidade da pescada amarela, vendida inteira ou em postas, outras espécies como a arraia e a corvina ganharam espaço. Para Maria Andrade, vendedora estreante no Mercado do Peixe, o tamanho do animal é o diferencial nas gôndolas.>
Apesar da migração para opções mais baratas, o paladar baiano mantém nichos de resistência. Para o consumidor Márcio Reis, de 57 anos, o critério vai além do bolso. “Pegamos o vermelho porque é um peixe saboroso e o bacalhau por causa da tradição”, afirmou. Segundo os feirantes, a escolha final depende do prato: “Uns acham um tipo mais saboroso para tempero, outros acham outro. Depende do que a pessoa gosta de fazer”, concluiu Amorim.>