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Zelador suspeito de atear fogo em prédio e espancar mulher no Rio Vermelho recebe alta

Homem está custodiado à disposição da Justiça

  • Foto do(a) author(a) Esther Morais
  • Esther Morais

Publicado em 29 de agosto de 2025 às 12:15

Zelador foi filmado carregando a gasolina utilizada no incêndio
Zelador foi filmado carregando a gasolina utilizada no incêndio Crédito: Reprodução

O zelador Osvaldo Conceição, suspeito de atear fogo em um prédio e espancar uma moradora no mesmo edifício, no Rio Vermelho, em Salvado, recebeu alta e está custodiado à disposição da Justiça. A informação foi confirmada pela Polícia Civil nesta sexta-feira (29). 

O homem estava internado porque se feriu ao tentar fugir da cena do crime na quarta-feira (27). Ele deve passar por audiência de custódia ainda hoje.

Já a vítima de 48 anos, que foi violentamente agredida, segue internada inconsciente no Hospital Geral do Estado (HGE). A ocorrência foi registrada como tentativa de feminicídio. 

A delegada Zaira Pimentel, responsável pelo caso, disse em entrevista que o caso inicialmente foi tratado apenas como incêndio. Mas, tão logo os primeiros moradores do prédio foram ouvidos, a polícia constatou que tratava-se de um caso a ser investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

"No hospital, nós constatamos que se tratava de uma situação de dano qualificado, pelo uso de substância inflamável (gasolina), e tentativa de feminicídio. Não porque o agressor e a vítima tivessem em um relacionamento, mas pela desconsideração da condição de mulher da vítima", explicou a delegada.

Ela diz ainda que outros crimes estão sendo apurados pelos investigadores. A polícia investiga, inclusive, se o zelador desconfiava que seria demitido e que, por isso, teria se revoltado.

Uma das pessoas que prestou depoimento no caso de agressão é amiga da moradora que foi brutalmente espancada pelo zelador. Ela contou, em entrevista exclusiva à reportagem, que tanto ela como a mulher agredida eram assediadas peplo homem. 

Em janeiro do ano passado, a vítima registrou no livro de ocorrências do condomínio um episódio em que teria sido assediada pelo funcionário. Ela narra que o homem a chamou para tomar vinho, em um sábado à noite, através de um aplicativo de mensagens. Ela chegou a confrontar o homem pessoalmente para questioná-lo sobre o convite. No relato, a mulher pede que sejam tomadas providências uma vez que ela se sentiu incomodada pela abordagem.

"Gostaria que alguma providência fosse tomada, pois como funcionário do prédio, o 'seu' Osvaldo tem obrigação de manter o devido respeito aos moradores e não lhes causar nenhum tipo de importunação", escreveu a professora. De acordo com a amiga dela, a relação entre vítima e agressor começou de forma cordial. O zelador prestava serviços, como conserto de itens do apartamento da mulher. Quando ela viajava, ele era responsável por regar as plantas dela.

Professora relata assédio em livro de ocorrências do condomínio por Reprodução

A relação ficou estremecida depois que a mulher fez o registro oficial, no ano passado. "Ele começou a chamar ela para sair, tomar vinho, e ela sempre cortou. Até que chegou ao ponto de ela falar com a esposa dele que estava sendo assediada. Mesmo assim, ele continuava. Ela sofreu isso tudo porque disse 'não' [para as investidas do homem]. Ela não queria ter contato com ele de jeito nenhum", completa a amiga.

A reportagem encontrou a companheira de Osvaldo, mas ela não concedeu entrevista sobre o ocorrido. Ela, o zelador e o filho deles moram de favor no prédio desde a pandemia.