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Nauan Sacramento
Publicado em 27 de abril de 2026 às 18:58
O câncer de testículo, tumor mais frequente entre a população masculina jovem, causou 527 mortes no Brasil em 2024. Um levantamento divulgado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) e baseado em dados do Ministério da Saúde, revela que a doença é particularmente letal entre homens de 20 a 39 anos, que concentram 61,6% do total de óbitos registrados no país. >
A maior incidência de mortalidade ocorre na faixa etária dos 20 aos 29 anos (190 mortes), seguida pelos homens de 30 a 39 anos (135 registros). Regionalmente, o Sudeste lidera o número absoluto de vítimas fatais com 193 casos, seguido pelo Sul, com 154. O estado de São Paulo, sozinho, responde por quase 23% das mortes nacionais.>
Para o triênio de 2026 a 2028, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima o surgimento de até 2.000 novos casos por ano. Especialistas alertam que o principal desafio para a cura é a demora na busca por atendimento, já que muitos pacientes confundem os sintomas com traumas físicos ou infecções comuns.>
Os principais sinais que devem motivar uma consulta médica imediata incluem: nódulos endurecidos ou aumento de volume nos testículos; sensação de peso no escroto ou inchaço; dor na parte inferior do abdômen, na virilha ou nas costas e o aumento da sensibilidade mamária.>
Embora muitos casos surjam sem causa aparente, fatores como histórico familiar e criptorquidia (quando o testículo não desce para a bolsa escrotal) aumentam as chances de desenvolver a doença. Segundo a American Cancer Society, a estimativa é que um em cada 250 homens terá este tipo de câncer ao longo da vida.>
O tratamento é altamente eficaz quando iniciado precocemente. A abordagem principal é a orquiectomia (cirurgia de retirada do testículo afetado), podendo ser complementada com radioterapia ou quimioterapia, dependendo do tipo do tumor (seminoma ou não seminomatoso). Apesar do impacto emocional, os índices de cura para esta patologia permanecem entre os mais elevados da oncologia clínica quando detectada a tempo.>