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Como o governo conseguiu quebrar os Correios?

Estatal de serviço postal precisa conseguir empréstimo de R$ 20 bilhões em uma semana para continuar viva

  • Foto do(a) author(a) Donaldson Gomes
  • Donaldson Gomes

Publicado em 22 de novembro de 2025 às 05:00

Sede dos Correios na Pituba, em escombros, materializa crise vivida pela estatal aqui na Bahia Crédito: Arisson Marinho/CORREIO

É difícil explicar para um leigo como o governo brasileiro conseguiu quebrar a empresa estatal responsável pelo serviço postal na era do e-commerce, mas este é o quadro Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), que nós popularmente conhecemos como Correios – favor não confundir com o nome deste brioso e muito vivo jornal. Para quem mora em Salvador, o retrato mais claro desta crise está nos escombros da sede da empresa no bairro da Pituba.

Os Correios acabaram de aprovar um plano de reestruturação que prevê, entre outras medidas, um novo programa de demissão voluntária, o fechamento de 1 mil agências consideradas deficitárias e a venda de imóveis da estatal que podem render R$ 1,5 bilhão. Para isso, terá que tomar um empréstimo de R$ 20 bilhões até o final deste mês, o que significa que tem menos de uma semana para definir o seu futuro.

Correios anuncia empréstimo de R$ 20 bilhões e demissões na empresa por Antonio Saturnino/Arquivo CORREIO

A dinheirama deverá ser usada para reduzir o déficit, retomar o equilíbrio financeiro em 2026 e gerar lucro em 2027. As ações para garantir “continuidade, eficiência e qualidade” dos serviços postais foram aprovadas na última quarta-feira (dia 19).

Mas a verdade é que já faz alguns dias que o noticiário mostra o calvário da estatal em busca destes recursos e o que se sabe até agora é que vem tomando sucessivas portadas na cara dos bancos.

Segundo os Correios, o plano foi elaborado após análises da situação financeira e do atual modelo de negócio para retomar o equilíbrio financeiro em um prazo de 12 meses. Boa parte dos recursos que estão sendo buscados serão utilizados para convencer parte dos trabalhadores, que possuem estabilidade, a aderir ao plano de demissões.

Antiga sede dos Correios segue à venda por Divulgação

Depois de registrar um prejuízo de R$ 2,59 bilhões no ano passado, entrou no primeiro trimestre deste ano com um rombo de R$ 1,73 bilhão, que se somou a outro prejuízo no segundo trimestre e já ultrapassa os R$ 4 bilhões em apenas seis meses do ano.

Um aspecto que chama atenção é que a empresa possui imunidade em relação à cobrança de determinados tributos, como IPTU de seus imóveis, ISS, além de não pagar impostos federais como o PIS/Cofins e IR, entre outros. Por outro lado, a empresa possui algumas obrigações, que elevam seus custos operacionais. O monopólio da entrega de cartas o obriga a operar em todas as regiões do país.

Alguns analistas acreditam que a remessa conforme, que ordenou as compras de produtos abaixo de US$ 50 do exterior, foi a pá de cal para os Correios. Antes, apenas a estatal atuava na movimentação dos produtos que vinham de fora, mas agora o serviço foi aberto para todo o mercado. A direção dos Correios estima um baque de R$ 2,2 bilhões só aí.

No decorrer desta semana, o noticiário apontou a possibilidade de a ECT tomar os R$ 20 bilhões emprestados da Caixa Econômica, outra estatal, com garantia do Tesouro Nacional e a criação de um fundo imobiliário. Mas, como lembra bem a professora de economia do Insper, Juliana Inhasz, no Canal UOL, “não vai adiantar nada se os Correios não repensarem o modo de gestão e buscarem eficiência em suas operações”.

Não custa lembrar que a escolha dos gestores da ECT, assim como em todas as outras estatais, passa por interesses políticos. E que os Correios foram o berço do mensalão, no primeiro governo Lula, lembram? Não custa nada rememorar também que quem paga a conta da ineficiência são os contribuintes, né?

Lista de ex-amigos aumenta

A divulgação dos arquivos do caso Jeffrey Epstein segue causando instabilidade ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na última semana, o republicano declarou ser favorável à divulgação dos conteúdos, mas antes ganhou o noticiário ao romper com uma de suas mais fiéis aliadas, deputada Marjorie Taylor Greene, republicana da Geórgia. Trump anunciou em uma publicação nas redes sociais que estava retirando seu apoio a Marjorie, que vinha cobrando transparência do presidente no caso. O diário de Epstein se somou a críticas da deputada contra Trump por conta de conflitos no exterior e questões internas, como o aumento no custo de vida. Marjorie se junta agora ao grupo que conta com o bilionário Elon Musk, John Bolton, que já foi conselheiro de Segurança Nacional, e o ex-chefe de gabinete, John F. Kelly.

Infância esportiva: Trump praticava golfe e baseball, esportes que ele continuaria a valorizar na vida adulta por Reprodução

Kane ultrapassa Pelé, e daí?

Os números podem ser muito cruéis e esta semana o noticiário esportivo confirmou isso. O inglês Harry Kane marcou o seu 78º gol em jogos oficiais pela Seleção da Inglaterra e foi festejado pelos colegas por ter ultrapassado Pelé. O Rei do Futebol marcou apenas 77 vezes. "Nós falamos há pouco sobre isso no vestiário. Isso é uma cereja no bolo de tudo, que ele ultrapassou o Pelé hoje", comentou o treinador alemão Thomas Tuchel, que treina a Inglaterra, com maestria, frise-se. Parabéns para Kane, mas Pelé foi tricampeão mundial vestindo a amarelinha. Kane e a Inglaterra fazem uma campanha formidável nas eliminatórias, mas menos. Bem menos. Até o ano passado, Kane era meme por nunca ter ganhado um título na carreira. Não deveria ser colocado na mesma frase que Pelé.

Não assista ‘Até o último samurai’

Aproveitei o feriado da última quinta-feira para assistir a série Até o último samurai, na Netflix. Os primeiros minutos são incríveis e fazem você mergulhar no universo do bushido e mostra com requintes de crueldade como grandes mudanças podem afetar convicções milenares. É basicamente a transição entre a espada e a pólvora no campo de batalha. O problema é logo após as cenas épicas iniciais e o conflito do guerreiro que quer vender sua espada para comprar comida, a série se transforma num besteirol sem fim, que empilha cenas de combates. É só a violência pela violência.

meme da semana

A pouco mais de um mês do final do ano, as famílias brasileiras se preparam para as festas de final de ano e, em um mundo cada vez mais polarizado, a grande questão é saber se o jantar de Natal será mesmo indigesto, ou as pessoas saberão lidar melhor com as diferenças? 

E aí, vale a pena falar de política na ceia de Natal? Crédito: Reprodução

(Viu algum meme interessante? Encaminha para donaldson.gomes@redebahia.com.br)

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