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Problema técnico fez o ano novo começar com mais de 10 horas de atraso no Brasil

Veja também quais foram as dez notícias mais lidas no CORREIO em 2025

Publicado em 3 de janeiro de 2026 às 05:00

Mega da Virada foi sorteada pela Caixa Econômica no dia 1º, após 10 horas de atraso Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Desde que se inventou a Mega da Virada, em dezembro de 2009, uma parte dos brasileiros só passou a encarar a realidade do ano novo, com seus desafios, sabores e dissabores, depois de conferir os seis números mágicos e constatar que continuava pobre. Sim, eu sei que existem outros tipos de riqueza, etc e tal, mas aqui estamos falando de dinheiro mesmo. Do mesmo tipo que seria usado para comprar a liberdade de muita gente, que se sente presa a rotinas profissionais indesejadas, ou contextos de vida.

Na ceia de Natal, minha cunhada prometeu à família comprar um condomínio para reunir toda a família num mesmo espaço. Garantiu que eu teria uma casa lá. Puxa-saco que sou, avisei logo que faria questão de ser vizinho da minha sogra. Rimos muito. Era um bom plano, vamos concordar, mas os números não colaboraram. Com mais de dez horas de atraso, a Caixa Econômica Federal anunciou que o sexteto dos sonhos de muita gente foi o 9 - 13 - 21 - 32 - 33 - 59. A cunhada já está de volta ao batente

Num outro grupo, uma pessoa querida disse que uma rede de supermercado a aguardasse, porque com o R$ 1 bilhão, ela faria uma compra daquelas. Alguém pontuou tratar-se de um pensamento de pobre. Veja, éramos todos pobres – e até onde sei, continuamos (financeiramente, volto a frisar).

Pois bem, eis que a Caixa deixa o sorteio para depois da queima dos fogos, fazendo milhões de brasileiros assistirem a chegada do novo ano ainda sob o efeito do ópio que nos é servido na véspera de cada Réveillon. Arrisco dizer que atrasou em algumas horas o início de 2026 para muita gente.

Encontrei diversos estudos, todos eles em inglês, sobre o efeito dos prêmios de loterias sobre populações. Todos estavam em inglês e escrevi este texto na reta final de um plantão cansativo. Apelei ao ChatGPT, que me direcionou ao resumo de uma pesquisa da Universidade de Cambridge, publicada em 14 de março de 2025. O trabalho assinado por Martijn J. Burger, Martijn Hendriks, Emma Pleeging e Jan C. van Ours diz que a compra de um bilhete de loteria não é um ato racional – acreditem! –, mas ainda assim, a maior parte da população pesquisada por eles joga todos os anos.

O mais interessante é que eles constataram que o maior prazer do ato de jogar está na expectativa antes do jogo. São os planos que se fazem com o dinheiro que, estatisticamente falando, jamais virá.

Enfim, voltemos à realidade pois ainda temos muito 2026 pela frente antes da próxima Mega da Virada.

Em relação ao tempo perdido à espera do sorteio, não faço a menor ideia de como o restante do Brasil vai lidar com a situação, mas aqui na Bahia a solução é simples: como o ano só começa de verdade depois do Carnaval, basta antecipar o calendário momesco excepcionalmente. No lugar de uma quarta de cinzas, uma terça. Que tal?

O que acontece com quem ganha na loteria?

Já viram a quantidade de pessoas que dizem conhecer alguém que ganhou na loteria e ficou pobre? Pois bem, na semana em que boa parte dos brasileiros sonhou em ganhar R$ 1 bilhão, a BBC trouxe uma reportagem mostrando que isso é mesmo possível. Primeiro que entre o prêmio anunciado e o efetivamente pago existe uma fortuna em tributos. Além disso, mostram estudos, as pessoas gastam mais quando ganham inesperadamente. Uma análise financeira com vencedores de prêmios e herdeiros de grandes fortunas durante dez anos mostra que eles poupam, em média, 16% do valor que recebem. Há ainda estudos que indicam que a grana extra apenas adia o inevitável, quando não há educação financeira. Claro que se for um prêmio bilionário, vai se conseguir adiar por muito tempo.

MPF arquivou investigação pedida pelo governo por contra desta imagem Crédito: Reprodução

Tem que tolerar as críticas…

Nos últimos anos, o governo federal fez 57 pedidos de investigação contra supostos crimes contra a honra do presidente Lula. Entre os episódios há pessoas que o chamaram de ladrão nas ruas e até o caso de um militar que batizou a rede wi-fi com a frase, registra reportagem publicada pela Folha de S. Paulo esta semana. Outro alvo de inquéritos são montagens chamando o petista de "Zé Pilantra", numa alusão a Zé Pilintra, entidade em manifestações religiosas de matriz africana. De acordo com o jornal, o próprio Lula cobrou investigações contra uma mulher que ameaçou "furar ele todo na bala" – o que, convenhamos, merece mesmo investigação. Mas a maioria dos casos foi arquivada pelo Ministério Público Federal, entendendo que o presidente precisa ser tolerante a críticas. Foi esse o caso da montagem em que ele aparece como "Zé Pilantra".

Cecilia Giménez ao lado da restauração feita por ela em quadro "Ecce Homo" de Borja Crédito: Reprodução

Adeus, Cecília!

Cecilia Giménez, conhecida por ter transformado a restauração amadora do quadro "Ecce Homo" de Borja em um fenômeno mundial em 2012, morreu na última segunda-feira (dia 29), aos 94 anos. A versão dela ao quadro com a imagem do Cristo acabou se tornando uma atração turística para a cidade de Borja, que agora se despede da sua mais notória habitante. O caso transformou o Santuário da Misericórida de Borja, na província de Zaragoza, em atração turística, com milhares de pessoas em busca de conhecer "a pior restauração da história".

meme da semana

Já pensou se essas imagens incríveis criadas pela inteligência artificial fossem verdadeiras? Imagina aí uma festa de Réveillon que reunisse Lula, Bolsonaro, Trump, a versão flamenguista de Putin e Jin Jong Un, com o manto do Vascão?

Lula, Bolsonaro, Trump, Putin, Jong Un retratados por IA  Crédito: Reprodução

(Viu algum meme interessante? Encaminha para donaldson.gomes@redebahia.com.br)

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