Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Associação pressiona governo contra BYD e aponta risco de demissão de 69 mil trabalhadores

Disputa envolve produção em Camaçari e política de incentivos federais

  • Foto do(a) author(a) Wendel de Novais
  • Wendel de Novais

Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 08:33

Inauguração da fábrica da BYD em Camaçari
Inauguração da fábrica da BYD em Camaçari Crédito: Iracema Chequer/Divulgação BYD

O prazo da isenção do imposto de importação para veículos eletrificados desmontados nos modelos CKD e SKD — formato utilizado atualmente pela BYD em sua fábrica de Camaçari — vence no próximo dia 31 de janeiro. A isenção afeta diretamente a montadora chinesa, já que a empresa ainda opera com veículos parcialmente desmontados para produzir no Brasil.

O benefício foi autorizado em julho de 2025 e permitiu uma cota extra de US$ 463 milhões por seis meses, com alíquota zero, em meio a uma disputa entre a montadora chinesa e fabricantes tradicionais instaladas no Brasil, como Volkswagen, General Motors, Stellantis e Toyota.

BYD Camaçari por Divulgação

Com o fim do prazo se aproximando, segundo informações do UOL, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) pressiona o governo federal para que o benefício não seja renovado. Em nota divulgada nesta semana, a entidade afirma que a manutenção da isenção pode levar à eliminação de até 69 mil empregos diretos no setor automotivo.

Além disso, a Anfavea alerta para o impacto em cerca de 227 mil postos de trabalho indiretos e para uma perda econômica bilionária em toda a cadeia produtiva. Segundo a associação, a adoção em larga escala do modelo CKD e SKD permitiria que montadoras reduzissem o nível de produção local, afetando fornecedores, centros de engenharia, universidades e a arrecadação de impostos.

Inauguração da fábrica da BYD em Camaçari por Divulgação BYD

A tensão entre as empresas começou no primeiro semestre de 2025, quando a BYD solicitou ao governo a prorrogação da isenção até junho de 2028, alegando que precisava do incentivo enquanto estruturava sua produção no Brasil. O pedido provocou reação imediata das montadoras tradicionais, que classificaram a proposta como concorrência desleal.

Na ocasião, Volkswagen, Toyota, Stellantis e General Motors enviaram uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedindo o fim da redução do imposto e alertando que a medida poderia estimular uma importação disfarçada de produção local, com pouco impacto na geração de empregos e no desenvolvimento tecnológico do país.

Agora, com o prazo da isenção perto do fim, a pressão sobre o governo aumenta. De um lado, a BYD tenta manter o modelo atual enquanto amplia a produção nacional. Do outro, as montadoras defendem o encerramento imediato do benefício para evitar, segundo elas, um processo de desindustrialização e a ameaça direta a dezenas de milhares de postos de trabalho.

Tags:

Autos Governo Federal Demissão Byd