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Bolsonaro ganha protetor para abafar barulho de ar-condicionado, mas filho não gosta: 'Ambiente hostil'

Ele classifica ruído de “intenso” e “enlouquecedor”

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Foto do(a) author(a) Estadão
  • Carol Neves

  • Estadão

Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 08:56

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro Crédito: Reprodução

Preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília (DF), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a ter as condições do encarceramento questionadas publicamente por familiares. Desta vez, a crítica partiu do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), que usou as redes sociais para relatar que o pai recebeu protetores auriculares para tentar amenizar o barulho de um ar-condicionado instalado próximo à sala onde está custodiado.

Segundo Carlos, conhecido como “02”, o ruído seria contínuo, “intenso” e “enlouquecedor”. Para ele, a solução adotada pelas autoridades estaria errada. Em vez de corrigir a origem do problema, afirma, foi entregue ao ex-presidente um dispositivo para abafar o som - medida classificada pelo filho como uma “irregularidade”.  

Bolsonaro de cueca, em foto postada pelo filho por Reprodução

“Diante da situação, em vez de eliminar a causa do problema, foi-lhe fornecido protetores auriculares como suposta medida”, escreveu Carlos Bolsonaro no X (antigo Twitter). Em outra publicação, acrescentou: “O fato, por si só, evidencia que os responsáveis têm plena ciência de mais essa irregularidade, mantendo a condição adversa e transferir ao custodiado o ônus de suportá-la”.

O ex-vereador também afirmou que o pai estaria submetido a “privação de descanso” e a um “ambiente hostil”. “Nenhuma custódia autoriza humilhação. Providência urgentes precisam ser adotadas”, declarou.

Jair Bolsonaro está preso desde o fim de novembro, após condenação da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-presidente foi considerado líder de uma organização criminosa que teria atuado em uma tentativa de golpe de Estado para se manter no poder. A pena fixada é de 27 anos e três meses de prisão, em regime fechado.

Desde o início do cumprimento da pena, familiares e aliados políticos vêm questionando de forma recorrente as condições do encarceramento, sobretudo citando problemas de saúde. Na segunda-feira (12), o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou um vídeo afirmando que o pai estaria submetido a regras mais rígidas do que as impostas ao ditador venezuelano Nicolás Maduro, preso nos Estados Unidos.

Na semana passada, Bolsonaro caiu dentro da cela. Ele foi atendido por médicos da própria Polícia Federal e diagnosticado com traumatismo craniano leve. O ministro Alexandre de Moraes chegou a negar a remoção imediata para um hospital, autorizando a transferência apenas no dia seguinte.

O episódio motivou o Conselho Federal de Medicina (CFM) a abrir uma sindicância para apurar o atendimento prestado, iniciativa que acabou sendo anulada por Moraes. O ministro também determinou que o presidente da entidade prestasse esclarecimentos à Polícia Federal.

Nesta terça-feira (13), a Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) informou ter instaurado um procedimento para analisar informações relacionadas às condições de saúde do ex-presidente. A medida foi tomada após o órgão receber ofícios do senador Izalci Lucas (PL-DF) e do deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), que solicitaram providências sobre o caso. (Colaborou João Pedro Bittencourt)

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