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Carol Neves
Publicado em 12 de janeiro de 2026 às 09:52
Uma publicação feita por Carlos Bolsonaro (PL-RJ) neste domingo (11) chamou atenção nas redes sociais. O ex-vereador compartilhou uma imagem do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de cueca, e afirmou que o estado de saúde dele se agravou enquanto permanece sob custódia na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.>
De acordo com Carlos, o médico que acompanha Bolsonaro precisou ser chamado à unidade após crises persistentes de soluço evoluírem para um quadro de azia constante. O filho relata que a situação tem impedido o ex-presidente de se alimentar e dormir adequadamente, além de provocar vômitos frequentes.>
Jair Bolsonaro segue preso
“A foto anexa registra meu pai em intermináveis crises de vômito, decorrentes das sequelas da facada que sofreu, praticada por um antigo militante do PSOL, partido historicamente alinhado à facção política de Lula”, escreveu Carlos na postagem.>
Ainda segundo ele, o estado físico estaria acompanhado de um impacto emocional significativo. Carlos afirma que é “perceptível” o abalo psicológico do pai, agravado pelo fato de permanecer sozinho em uma cela individual, descrita por ele como solitária.>
Novo pedido de prisão domiciliar>
O ex-vereador também informou que a defesa de Jair Bolsonaro protocolou, neste fim de semana, mais um pedido de prisão domiciliar humanitária junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Até o momento da publicação, segundo Carlos, o requerimento ainda não havia sido analisado pela Corte.>
Além de atualizar o quadro clínico do pai, Carlos Bolsonaro voltou a criticar as condenações impostas ao ex-presidente, que somam 27 anos de prisão. No texto divulgado, ele lista os crimes pelos quais Bolsonaro foi condenado e contesta cada um deles, argumentando que o ex-presidente não estava no Brasil durante os atos de 8 de janeiro.>
“Jair Bolsonaro estava em Orlando (EUA). Não se encontrava na Praça dos Três Poderes. Portanto, não destruiu absolutamente nada”, escreveu. Carlos também afirmou que não houve apreensão de armas nos episódios e que os eventos não configurariam tentativa de golpe, sustentando a tese de perseguição política.>
“O que se observa é uma perseguição política escancarada, incompatível com o Estado de Direito”, concluiu.>