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Monique Lobo
Publicado em 9 de fevereiro de 2026 às 21:22
Câmeras de segurança da academia C4 Gym, em São Paulo, onde uma mulher morreu e duas pessoas seguem internadas após passar mal em uma aula de natação, registraram o momento em que produtos químicos são levados até a área da piscina. Além disso, o sistema de segurança também gravou um funcionário manipulando os produtos e depois levando-os até o local. >
A gravação mostra a área da piscina enquanto acontecia a aula. Em outro espaço, um homem manipula produtos químicos para piscina em baldes que estão no local. É possível ver ele abrindo um dos baldes e sacodindo o conteúdo. Uma fumaça branca do pó químico é registrada na imagem. >
Veja o momento em que o produto químico é manipulado
Em seguida, as câmeras que filmam a área da piscina captam que o balde foi colocado no espaço. Pouco tempo depois, os alunos começam a passar mal e a sair da piscina. >
Em outro registro, Juliana Faustino Basseto, de 27 anos, a vítima fatal da ocorrência, aparece sentada no chão na entrada da academia. Ela é amparada por outras pessoas, inclusive o seu Vinícius de Oliveira, de 31 anos, que é uma das pessoas internadas. Depois, ela é carregada e retirada da academia. >
De acordo com o delegado Alexandre Bento, do 42º Distrito Policial de São Paulo, durante coletiva de imprensa, a principal suspeita é de que os produtos químicos tenham sido manipulados dentro do ambiente da piscina, o que causou a reação nos alunos.>
"No dia, por volta da 13h20, era a última aula. Então esse rapaz levou o preparo, a mistura, e colocou próximo à piscina pois estava esperando acabar a aula para jogar o produto na água, que estava bastante turva. Mas ele saiu do ambiente. Como era muito fechado, bem claustrofóbico, começaram a exalar os gases e as pessoas foram asfixiadas", afirmou o delegado.>
Ainda segundo ele, o homem que aparece nos vídeos com os produtos ainda não foi localizado. >
Alexandre Bento também revelou que a academia funciona há anos no local, porém tem uma nova administração há cerca de dois anos. "A empresa não tinha alvará de funcionamento. As instalações elétricas são precárias. Então, tudo isso será apurado no inquérito", acrescentou.>
A academia foi lacrada pela Subprefeitura da Vila Prudente por causa de irregularidades documentais. >
Em nota, a administração da C4 Gym afirmou que prestou atendimento imediato aos envolvidos, que está em contato oferecendo suporte às vítimas e que colabora com as investigações. >