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Chinês é condenado por extrema crueldade contra 26 cães, 12 morreram

Defesa alega que homem não tinha consciência de que sua conduta era crime no Brasil

  • Foto do(a) author(a) Nauan Sacramento
  • Nauan Sacramento

Publicado em 3 de fevereiro de 2026 às 16:36

Os animais eram da raça American Bully e viviam numa fazenda de filhotes Crédito: Redes Sociais

O comerciante chinês Guozhen Zeng foi condenado pela Justiça de São Paulo a prisão, em regime semiaberto, por maus-tratos contra 26 cães no Centro da capital paulista. O crime foi descoberto em agosto de 2024, após denúncia anônima. No local, policiais militares encontraram cães adultos e filhotes em subsolos escuros, sem ventilação e sob forte odor de urina e fezes. As informações são do portal G1.

A decisão da 27ª Vara Criminal da Barra Funda também impôs o pagamento de multa e uma indenização de R$43,6 mil à protetora que acolheu os sobreviventes. Cabe recurso da sentença.

De acordo com a investigação, o local funcionava como um canil clandestino para procriação e venda de filhotes, especialmente da raça American Bully, comercializados por até R$ 5 mil.

Ex-funcionárias relataram agressões com chutes e pedaços de madeira, além de práticas bárbaras como inseminações caseiras e corte de orelhas dos animais. A crueldade resultou na morte de 12 animais após o resgate, devido à gravidade das doenças e ferimentos.

Laudos periciais e exames veterinários confirmaram que todos os animais estavam doentes, muitos com desidratação e infecções generalizadas. Relatórios técnicos detalharam casos extremos, como o de uma fêmea com perfurações de mordidas e filhotes debilitados que não resistiram mesmo após receberem cuidados médicos externos.

Em sua decisão, o juiz rejeitou a tese da defesa, que alegava "erro de proibição". Os advogados de Zeng sustentaram que ele, por ser estrangeiro e não dominar o português, não tinha consciência de que sua conduta era crime no Brasil.

Embora o comerciante tenha chegado a ter a prisão convertida em preventiva à época do flagrante, ele respondeu ao processo em liberdade. Sua pena foi estipulada para 5 anos e 3 meses. Agora, com a condenação fundamentada no sofrimento extremo e na morte dos animais, a Justiça restabeleceu a responsabilidade penal do lojista pelos atos praticados.

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Cachorros Maus Tratos Maus Tratos aos Animais