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Wendel de Novais
Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 09:27
A investigação que apura a morte de três pacientes dentro de uma UTI após aplicações irregulares feitas pelo técnico de enfermagem Marcos Vinicius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, revelou novos detalhes dos crimes, de acordo com informações do Fantástico. Marcos foi preso por injetar medicamentos controlados e até desinfetante em pessoas internadas. Duas técnicas de enfermagem, Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos, e Amanda Rodrigues de Sousa, de 28, também foram presas por envolvimento no caso. >
As apurações começaram após a morte de dois pacientes no dia 17 de novembro, no Hospital Anchieta. Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos, e João Clemente Pereira, de 63, sofreram paradas cardíacas sucessivas ao longo do dia e morreram horas depois. Imagens das câmeras da UTI mostram o técnico acessando o sistema com senhas de médicos que não estavam no hospital e retirando medicamentos que não haviam sido prescritos. Segundo a perícia, Marcos Vinicius aplicou doses de cloreto de potássio nas vítimas.>
Pacientes foram mortos por técnico de enfermagem
A substância, usada apenas em situações médicas específicas, provocou várias paradas cardíacas. Mesmo após reanimações bem-sucedidas, ele teria retornado aos leitos para novas aplicações. Em seguida, ainda de acordo com a investigação, o técnico injetou desinfetante nos pacientes, na presença das duas colegas, que participavam dos procedimentos de reanimação.>
Miranilde morreu após a quarta parada cardíaca. João Clemente ainda sofreu novas aplicações durante a noite e morreu na madrugada seguinte. A terceira vítima identificada é o carteiro Marcos Raymundo Moreira, internado no dia 18 de novembro com suspeita de pancreatite. Ele teve uma parada cardíaca, ficou 14 dias internado e morreu após uma nova intercorrência no dia 1º de dezembro, também depois de receber uma injeção aplicada pelo mesmo técnico.>
Em depoimento, Marcos Vinicius inicialmente negou as acusações, mas acabou admitindo os crimes após ser confrontado com as imagens da UTI. Ele está preso temporariamente no complexo da Polícia Civil do Distrito Federal. As duas técnicas foram encaminhadas para a penitenciária feminina. A polícia agora investiga se há outros pacientes que possam ter sido vítimas.>
As defesas informaram que só vão se manifestar durante o inquérito, que corre sob sigilo. O hospital abriu sindicância para apurar falhas internas e reforçou que colabora com as investigações.>