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Wendel de Novais
Publicado em 4 de março de 2026 às 09:03
Um estudante do curso de Educação Física da Universidade Santa Cecília (Unisanta), em Santos, no litoral de São Paulo, foi afastado após a divulgação de prints com mensagens atribuídas a ele contendo ameaças de estupro contra uma colega. O conteúdo passou a circular nas redes sociais nos últimos dias e provocou reação da instituição e das autoridades. As informações são do g1.
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Nas imagens, o aluno, identificado como Yuri Guilherme Andrade Cassano, comenta em um grupo de amigos que a jovem teria visualizado publicações dele no Instagram, mas não respondeu às mensagens enviadas por WhatsApp. A partir disso, ele faz declarações violentas. “Se ela não quiser transar, eu estupro, no mínimo”, escreveu. >
Em outro trecho da conversa, o estudante diz que usaria uma máscara para agredir a jovem durante uma festa universitária realizada na última sexta-feira (27). “Eu vou chutar ela na rua”, consta em uma das mensagens que circulam online. A Polícia Civil do Estado de São Paulo informou que, até o momento, não havia registro formal de boletim de ocorrência. >
Estudante foi expulso de universidade após ameaças
A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santos, no entanto, iniciou diligências para apurar o caso e esclarecer as circunstâncias dos fatos. Em outra frente, segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o jovem já é investigado por ameaça, injúria e violência doméstica em inquérito instaurado na especializada. A vítima solicitou medida protetiva de urgência. >
Em nota, a universidade informou que o aluno, calouro na instituição, foi intimado assim que o caso chegou ao conhecimento da direção. Ele está proibido de acessar as dependências do campus e de participar de atividades acadêmicas enquanto o procedimento interno estiver em andamento. >
“A Universidade Santa Cecília trata todo e qualquer caso de violência com a máxima seriedade, repudia e não admite condutas que representem desrespeito ou violação à dignidade da comunidade acadêmica”, destacou a instituição. >
Em um vídeo que também repercutiu nas redes sociais, o estudante afirmou que pediu desculpas à colega e classificou o conteúdo das mensagens como uma “brincadeira” em um grupo privado, mas reconheceu que “isso não se fala”. O caso segue sob investigação. >